Assad: novas sanções contra Síria são estratégia americana de assédio para estrangular povo sírio

© REUTERS / SANA
ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA

A Lei César, conjunto de sanções contra a Síria impostas pelos EUA, não é ato isolado, mas parte de estratégia para estrangular o povo, disse nesta quarta-feira (12) o presidente sírio, Bashar Assad.

“A Lei César não é um caso separado dos estágios iniciais do cerco, que causou grande dano ao povo sírio”, afirmou o líder diante da nova legislatura do Parlamento, em discurso transmitido pela agência SANA.

Em junho, foram realizadas eleições parlamentares na Síria. O presidente afirmou também que as sanções tinham como objetivo “estrangular” a população da Síria.

Além disso, ele culpou os embargos impostos pelos EUA pela queda recorde da moeda síria, o que provocou uma compra de dólares na Síria.

Assad afirmou ainda que a autossuficiência e o aumento da produção doméstica eram as únicas maneiras de conter o assédio ao qual o país está sendo submetido.

Sanções entraram em vigor em junho

Boa parte do discurso foi dedicada aos problemas econômicos que a Síria enfrenta. Assad disse também que o governo tinha preparado uma estratégia não convencional para o país deixar a crise, mas que ainda não podia ser revelada.

A Lei César, assinada no final de 2019 pelo presidente estadunidense, Donald Trump, entrou em vigor em 17 de junho de 2020. O ato é um conjunto de sanções contra a Síria que atinge quase todas as áreas da economia do país, assim como empresas e indivíduos estrangeiros que realizarem negócios com o governo de Assad.

Sputnik

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