Assistência técnica e extensão rural transforma a vida de famílias agricultoras do Baixo Sul baiano

Foto: Divulgação
A assistência técnica e extensão rural (Ater) vem transformando a vida de inúmeras famílias, por toda a Bahia. No estado, mais de 80 mil famílias são atendidas pelos serviços de Ater ofertados pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), unidade da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR).

Do Baixo Sul, Marcos Pereira, da comunidade rural de Capoeira, município de Ituberá, é um dos agricultores familiares que recebem a ATER pela Chamada Pública ATER Agroecologia. Para ele, são muitos os benefícios da produção agroecológica. Ele conta que aprendeu o método convencional de cultivo, com uso de agrotóxicos, como era o praticado em fazendas da região, onde o pai trabalhava, e que causava problemas na saúde de familiares. Porém, com os cursos, intercâmbios e outras atividades, conseguiu aprender como trabalhar da forma agroecológica: “Vem dando certo. A gente agora tem a família saudável e vem trabalhando nos quintais produtivos, de forma sustentável, sem agredir o meio ambiente, agregando valor e trazendo renda para a nossa família. Não precisamos mais trabalhar por diária em fazendas. A gente planta o nosso próprio alimento, o cacau, cria galinha e peixes, e não precisa gastar em farmácia com remédio”, declara Marcos.
No Território de Identidade Baixo Sul, mais 3.900 famílias agricultoras passaram a contar, nos últimos anos, com o serviço de Ater, por meio de contratos firmados com consórcios públicos, prefeituras e as chamadas públicas de ATER Mulher e ATER Agroecologia. No Baixo Sul, a execução da chamada ATER Mulher fica a cargo da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol) e os Serviços de Assessoria a Organizações Comunitárias Rurais (Sasop) estão na execução do ATER Agroecologia.
Luciano Lima da Paixão, técnico do Sasop, destaca que o cacau é o sistema produtivo que mais avançou em termos de sistemas agroflorestais, especialmente no Baixo Sul: “Entendemos que a cultura do cacau é uma cultura que, de certa forma, ajudou a preservar a biodiversidade nessa região, por permitir o plantio consorciado com outras culturas. O Baixo Sul se diferencia de outros territórios porque agregou outras culturas como da pimenta do reino, cravo, seringueira e guaraná, na perspectiva de valorizar e preservar a biodiversidade de produção, que coloca o cacau como evidência também pela questão da sustentabilidade”.
Por meio da Chamada Pública da Bahiater/SDR, o Sasop realiza o atendimento a 540 famílias agricultoras do Baixo Sul, a partir da produção agroecológica de cacau. Dentro dessa estratégia está também o beneficiamento e a comercialização dos derivados do cacau, como nibs e chocolate, recolocando o cacau como uma cultura importante para a manutenção da vida desses agricultores.
Autonomia e empoderamento da mulher rural
Simone Couto, do Assentamento Mariana, em Camamu, conta que o ATER Mulher traz benefícios e muitas expectativas, como a motivação para reativar o grupo produtivo das mulheres: “Por meio do projeto vamos aprender técnicas agroecológicas e como aplicar essas técnicas. Além disso, vamos recuperar e melhorar os nossos quintais produtivos. O projeto nos traz caminhos para a sustentabilidade, autonomia e empoderamento, enquanto mulher. A autonomia feminina deve ser a base do modelo de desenvolvimento sustentável. Por isso, o projeto é de fundamental importância para nós, mulheres, não só daqui, mas de outras comunidades, para que essas mulheres também possam ser independentes, para mudar a sociedade do jeito que a gente quer, participando sem medo de ser mulher”.
Sheila Assunção, engenheira agrônoma da Unisol, que atua na Chamada Pública ATER Mulher, coordenada pela Bahiater/SDR, também é agricultora familiar. Ela fala do impacto que o projeto já está causando na vida das cerca de 540 mulheres atendidas no Baixo Sul: “Já podemos ver os primeiros resultados do projeto ATER Mulher, que traz esperança para a mulher do campo, de ter a visibilidade de seus trabalhos. As mulheres desempenham um papel importantíssimo nas unidades de produção familiar, que muitas vezes não têm o devido reconhecimento e o ATER Mulher surge na perspectiva de ressignificar a luta da mulher. Teremos muitos frutos a colher, a médio e longo prazo”.
Ater na Bahia
A prestação do serviço de Ater na Bahia é realizado, tanto por meio de chamadas públicas, quanto por equipes diretas, que atuam nos 27 Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF). Além de parcerias firmadas com municípios e consórcios públicos. Com conhecimentos e experiências práticas, já apresentam resultados concretos, que se revertem em aumento da renda e da autonomia da agricultura familiar em toda a Bahia.

Assessoria de Comunicação SDR/CAR 

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