Bahia enfrenta surto de sarampo; Salvador tem dia ‘D’ de vacinação

A Bahia passa por um surto ativo de sarampo depois da confirmação de um caso da doença: uma soteropolitana de 12 anos, que estava na Espanha a passeio, e chegou à capital doente.

Outros dois casos vão entrar na contabilidade do estado de São Paulo, que já registrou mais de 900 casos, porque à Bahia coube apenas a constatação e as medidas de prevenção, como o bloqueio vacinal.

Pela classificação do Ministério da Saúde, é considerado surto ativo se um local apresenta um único caso em um cenário sem transmissão de sarampo, como é o caso da Bahia, mesmo que seja importado, como explica Akemi Erdes, coordenadora de Imunizações e Vigilância Epidemiológica das Doenças Imunopreveníveis da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) do Estado.

Ela disse ainda que essa classificação é técnica, não significando que há muitos casos. “É importante para que o estado esteja em alerta e intensifique suas ações de prevenção”, afirma a especialista. Se não surgirem casos secundários após 90 dias, a classificação de surto é finalizada.

Nessa terça-feira (13), será realizada a primeira reunião da Sala de Situação da Sesab para discutir as ações de atenção à saúde, prevenção e controle da doença no estado. “Nessas reuniões, vamos orientar sobre as ações que precisam ser feitas, com base nas recomendações técnicas. Vamos reunir profissionais de postos de saúde, hospitais, agentes de epidemiologias, técnicos, enfermeiros e médicos”, afirmou Akemi.

Em Salvador, 82 postos estarão abertos hoje para o Dia D municipal contra a doença. O funcionamento será das 8h às 17h.

A vacina também está disponível na rede básica de saúde de segunda a sexta-feira, no mesmo horário.

O sarampo é uma doença infecciosa, transmitida pela tosse e espirro fortemente contagioso e que pode ser contraída por pessoas de qualquer idade.

Os principais sinais e sintomas são: febre alta, acima de 38,5°C; dor de cabeça; manchas vermelhas pelo corpo; tosse; coriza; conjuntivite; e mal-estar.

A população com idade entre 12 meses e 49 anos que ainda não se protegeu deverá comparecer a um dos postos com o cartão de vacina e documento de identificação para atualização.

Abaixo o perfil de quem deve se vacinar contra o sarampo:

– 12 meses a 4 anos: uma dose da tríplice viral e uma dose da tetra viral (com intervalo de 30 dias);

– 5 a 29 anos: duas doses da tríplice viral (com intervalo de 30 dias);

-30 a 49 anos: uma dose do tríplice viral;

– Profissionais de saúde de qualquer idade portando documento comprobatório (crachá, contracheque, carteira de trabalho): duas doses da tríplice viral, respeitando o intervalo de 30 dias após a primeira.

Foto: Reprodução

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