Biden deve priorizar reconstrução da OTAN e conter a Rússia, diz Hillary Clinton

© REUTERS / Brian Snyder

Caso se torne o próximo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden precisa reconstruir as alianças dos EUA, especialmente com a OTAN, disse a ex-candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, nesta segunda-feira (17).

Clinton fez a afirmação durante entrevista para o Conselho Atlântico, um think tank norte-americano voltada para o tema das Relações Exteriores. A ex-secretária de Estado dos EUA acrescentou ainda que a OTAN deve ser tratada como peça central da política externa dos EUA e fez apontamentos sobre diversos países, como Rússia, China, Irã, Israel e Palestina.

“A aliança transatlântica deve permanecer no centro da visão e dos objetivos da política externa norte-americana e espero que uma das primeiras coisas feitas internacionalmente por um novo governo seja reafirmar a centralidade dessa aliança atlântica”, disse Clinton no discurso transmitido por redes sociais.

Uma conversa do Conselho Atlântico com a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton​.

A democrata também afirmou que a OTAN é necessária para controlar as supostas ambições globais da Rússia, especialmente na Europa Oriental.

Em uma apresentação focada na corrida eleitoral, Clinton também expressou confiança de que Biden vencerá o atual presidente Donald Trump na eleição de 3 de novembro, chamando a disputa de um “momento de ajuste de contas” para os EUA. A democrata também defendeu o retorno às políticas defendidas durante o governo do ex-presidente Barack Obama.

Candidato à presidência dos EUA Joe Biden conversa com a senadora Kamala Harris, durante debate em Houston (EUA), 12 de setembro de 2019
© REUTERS / MIKE BLAKE
Candidato à presidência dos EUA Joe Biden conversa com a senadora Kamala Harris, durante debate em Houston (EUA), 12 de setembro de 2019

Clinton ainda afirmou que os EUA precisam voltar imediatamente ao acordo nuclear com o Irã e reabrir o diálogo com Teerã, além de voltar ao acordo climático de Paris, engajar-se nos esforços de paz entre Israel e Palestina e retomar o financiamento dos EUA na Organização Mundial da Saúde (OMS). A ex-candidata à Presidência dos EUA também afirmou que o país deve deixar de lado a hostilidade contra a China.

 

Sputnik

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