Bolsonaro divide a ajuda para COVID-19 por ser “muito dinheiro”

Presidente do Brasil Jair Bolsonaro em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, Brasília (capital), 19 de agosto de 2020. (Foto: AFP)

O presidente do Brasil quer reduzir para mais da metade a ajuda distribuída pelo governo à COVID-19, porque acredita que a cifra anterior “é muito” dinheiro.

“Os 600 pesam muito para o Brasil, esse dinheiro não é do povo, porque não se economiza, é endividamento. (…) Para que depois não me critiquem (…). Alguém falou em 200 reais. Eu acho que não é o suficiente. Mas podemos chegar a um acordo e esperamos que dure mais alguns meses, talvez até o final do ano ”, disse o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira.

Desta forma, o Bolsonaro busca estender a ajuda emergencial do governo durante a nova pandemia do coronavírus, que causa a COVID-19, de um valor de 600 reais (91 euros) para 250 reais (38 euros), o que cobre parte do as necessidades dos trabalhadores informais, dos autônomos, dos desempregados e daqueles que se beneficiaram do Bolsa Família até agora.

Segundo o que se extrai desse diálogo entre Bolsonaro e sua equipe de governo, onde também esteve presente o ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro considera que 600 reais “é muito” dinheiro e que “o país está muito endividado”, e teme que esta situação causa perda de credibilidade para o futuro. A proposta do governo deve ser anunciada ao longo da semana, para posteriormente ser enviada ao Congresso.

 

Pandemia de COVID-19 causa grande pobreza no Brasil |  HISPANTV

Pandemia de COVID-19 causa grande pobreza no Brasil | HISPANTV

O impacto econômico e social da COVID-19 tem causado grande pobreza no Brasil. Em São Paulo, a crise do coronavírus dá origem a novas favelas.

 

Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o segundo país mais atingido pelo coronavírus no mundo. O surto da doença causou graves crises de saúde, políticas e sociais nesta nação sul-americana, onde o povo e um grande número de políticos denunciaram a gestão “ignorante” de Bolsonaro, que sempre minimizou a pandemia, participando de comícios, sair para comer na rua, organizar churrascos e frequentar o campo de tiro.

A crise econômica e de saúde se aprofundou no Brasil, e o impacto econômico e social da COVID-19 tem causado grande pobreza no país sul-americano, portanto a situação já está fora de controle.

O povo brasileiro, assim como os movimentos sociais e diversos políticos têm denunciado reiteradamente a inépcia do presidente no manejo da doença letal e também os números históricos de desemprego alcançados no país, que pela primeira vez na história do Brasil, levou o país a ter mais desempregados do que empregados.

 

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