Bolsonaro: ‘Tem idiota reclamando que tem que comprar feijão, tem é que comprar fuzil’

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Presidente ironiza quem reclama que “tem que comprar feijão” enquanto IBGE aponta que a inflação para alimentação mais que dobrou entre junho e julho desse ano no Brasil.

Nesta sexta-feira (27), ao conversar com apoiadores na saída do Palácio do Alvorada em transmissão ao vivo pelas redes sociais, o presidente, Jair Bolsonaro, diz que “todo mundo precisa comprar fuzil” e que tem idiota que reclama que “tem que comprar feijão”.

“O CAC está podendo comprar fuzil. O CAC que é fazendeiro compra fuzil 762. Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, afirmou Bolsonaro citado pelo G1.

CAC é como são chamados os caçadores, atiradores e colecionadores de armas.

De acordo com dados do IBGE, a inflação para a alimentação em domicílio mais que dobrou entre os meses de junho e julho, passando de 0,33% para 0,78%.

Imagem de supermercado que mostra o aumento de preços do arroz,
© FOLHAPRESS / MINETO Imagem de supermercado que mostra o aumento de preços do arroz

‘Idiota’

Não é a primeira vez que o presidente usa o termo “idiota” para se referir àqueles que criticam o governo.

Segundo a mídia, em março, Bolsonaro usou a palavra ao responder a comentários negativos diante do atraso na compra de vacinas contra COVID-19.

“Tem idiota que a gente vê nas redes sociais, na imprensa, [dizendo] ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe. Não tem [vacina] para vender no mundo”, disse na ocasião.

Além das hostilidades às críticas, vale lembrar que o mandatário se elegeu tendo como uma de suas promessas de governo políticas para facilitar o acesso a armas.

Em julho, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as medidas de flexibilização adotadas ao longo da sua gestão fizeram com que o Brasil alcançasse, em dezembro de 2020, a marca de 2.077.126 armas legais particulares, ou seja, uma arma para cada 100 brasileiros, conforme noticiado.

Fonte: Sputnik Brasil