Carla Zambelli tenta melar a CPI do Genocídio

Por Altamiro Borges

Os bolsonaristas estão apavorados com a já batizada CPI do Genocídio e farão de tudo para melar as investigações. O site Congresso em Foco informa que a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), da tropa de choque do “capetão”, deseja barrar o senador Renan Calheiros (MDB-AL) na relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Segundo o site, a fascistinha “ingressou com uma ação na Justiça Federal para impedir que o senador seja o relator da CPI da Covid. Pelas redes sociais, a deputada aliada do presidente Jair Bolsonaro disse que outros parlamentares ingressarão com ações para impedir a relatoria de Renan”. Nos próximos dias, tudo será feito para sabotar os trabalhos.

Diante dos violentos ataques de Carla Zambelli e das milícias bolsonaristas – reais e virtuais –, o senador do MDB reagiu com ironia e desprezo. “Não sigo essa senhora. Ela está bloqueada desde 2018. Está querendo atrasar a instalação da CPI. Precisamos parar o cronograma do morticínio e não temos tempo a perder com briga política, obstrução e postergação”.

Ao site, Renan Calheiros afirmou ainda que vai se dedicar a estudar os temas da CPI e fará uma “profilaxia digital”. “Para evitar a infecção do radicalismo, o contágio dos extremistas e negaciovírus, farei um isolamento sanitário, podendo voltar a qualquer momento se houver necessidade”.

O troglodita Daniel Silveira

Outro bolsonarista desesperado com a CPI do Genocídio e com o futuro político do seu “mito” é o deputado brutamonte Daniel Silveira (PSL-RJ), que segue em prisão domiciliar. Segundo informa a revista Época, o troglodita “pediu na segunda-feira (19) que Augusto Aras, da PGR, atue para que Renan Calheiros não seja o relator da CPI da Pandemia no Senado”.

O engavetador-geral da República, excitado com a possibilidade de ser indicado pelo presidente para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, talvez até dê ouvidos ao desmoralizado deputado – que foi preso em flagrante “por crime inafiançável após xingar ministros do STF e defender o AI-5, instrumento jurídico mais duro da ditadura militar”.

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