China pede retorno imediato dos EUA ao acordo nuclear com Irã

O chanceler chinês Wang Yi participa de reunião sobre acordo nuclear iraniano (Foto: Xinhua)

A China defende o retorno imediato e oncondicional dos EUA ao acordo nuclear com o Irã, opinou nesta segunda-feira (21) o chanceler chinês Wang Yi.

Wang fez as declarações durante uma videoconferência de ministros de Relações Exteriores sobre a questão nuclear do Irã e disse que sobre a base de uma retomada dos EUA, o Irã deve retomar completamente o cumprimento de seus compromissos nucleares, informa a Xinhua.

O encontro foi presidido por Josep Borrell, alto representante da União Europeia (UE) para Assuntos Exteriores e Política de Segurança. Também assistiram à reunião o chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, o chanceler russo, Sergey Lavrov, o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, o ministro das Relações Exteriores alemão, Heiko Maas, e o secretário britânico das Relações Exteriores, Dominic Raab.

Wang disse que, na atualidade, a situação nuclear iraniana chegou a um momento crítico. O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, deixou claro que seu país tem a disposição de voltar para o Plano de Ação Abrangente Conjunto (PAAC). Ao mesmo tempo, os EUA continuam intensificando sua pressão sobre o Irã.

“O acordo abrangente não só oferece uma janela de oportunidade para voltar ao caminho, mas também enfrenta riscos e desafios sem precedentes”, disse Wang.

Sob as circunstâncias, Wang fez quatro sugestões sobre a questão nuclear do Irã, a primeira das quais é defender inquebrantavelmente o acordo. A segunda é promover uma volta imediata dos EUA ao acordo nuclear com o Irã. A terceira é resolver as disputas de maneira justa e objetiva durante a implementação do acordo, enquanto a quarta é administrar adequadamente os problemas de segurança regional.

A China propõe estabelecer uma plataforma de diálogo multilateral na região do Golfo para iniciar um processo de diálogo inclusivo e construir continuamente consensos sobre temas de segurança regional, disse Wang.

 

Fonte: Brasil 247

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