PARA CORDEL BAIANO
"Metrô-Jabuti Só Anda Quando Exu Receber o Seu Despacho Devidamente na Bahia" é o novo Cordel de Franklin Maxado o qual não deve ser procurado na Banca dos Trovadores da Praça Cairu pois esta fugiu de suas finalidades e só vende folhetos do Ceará e de outros Estados quer subsidiam essa Literatura em detrimento dos poetas baianos que publicam por conta própria e vendem pessoalmente em apresentações eventuais nas ruas e em escolas ou em locais como "Pérola Negra", no Canela,"Sebo Beringela", na rua Chile,e no "Café com Letras", no Acupe de Brotas.
O folheto sobre o Metrô é ilustrado pelo próprio autor e começa assim:
"Começaram um tal Metrô/Na terra dos orixás/Sem despacharem Exu/Afrontando as forças más/E ele então emperrou/ E só anda para trás.
l2 anos cavando solo/Fazendo edificações./Estas viram esqueletos/Causando as tais visões/Como sendo coisa morta/Em meio das construções.
E quanto mais chega verba/Mas afunda nos buracos/Pois Exu logo desvia/ E coloca em seus sacos./ E, as obras do Metrô/ Só recebem delas, tacos."
O folheto "Metrô-Jabuti" mesmo traz este aviso na contracapa denunciando a marginalidade em que se encontra o Cordel baiano, apesar de ostentar grandes nomes brasileiros como Cuíca de Santo Amaro, Rodolfo Cavalcente, Minelvino Francisco, Antonio Teodoro e os atuais Antonio Alves, Bule-Bule, Antonio Barreto, Jotacê Freitas e outros que não são encontrados naquela banca que foi colocada na gestão antiga de Mario Kertz para divulgar o Cordel Baiano, segundo o poeta Franklin Maxado"Nordestino".
Aliás que Franklin Maxado é considerado o introdutor do Cordel em São Paulo, onde residiu por l5 anos antes de voltar para sua terra, Feira de Santana, tendo colecionado elogios de Carlos Drumonnd, Jorge Amado, Juarez Bahia, Orígenes Lessa, Edivaldo Boaventura, Aleilton Fonseca, Paulo Dantas e outros nomes de estudiosos e acadêmicos até estrangeiros.
Agora na noite de 27 de maio, terá outro Cordel seu lançado no livro "Crónicas em Prosa de Mar",do escritor português Abreu Freire, na Galeria Carlo Barbosa do CUCA (UEFS), em Feira de Santana. Na oportunidade será aberta uma exposição de xilogravuras suas.
Contatos : (75) 3623-3845
Postado em 06/05/2011 ás 21:21 |