COVID-19: UFRJ pede fechamento de praias e suspensão de eventos no Rio

© REUTERS . PILAR OLIVARES

Em comunicado emitido nesta segunda-feira (30), especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro dizem que dados “sugerem uma nova onda sobrepondo-se à primeira”, o que torna “o problema mais grave e complexo”.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) emitiu uma nota técnica nesta segunda-feira (30) em que pede a adoção de 12 medidas contra a subida de casos de COVID-19, tanto na cidade como no estado do Rio. Entre as medidas, a UFRJ pede pele “fechamento das praias” e pela “suspensão imediata de eventos presenciais, sejam sociais, esportivos ou culturais”.

Também estão entre os pedidos a abertura imediata de leitos de UTI, a contratação emergencial de profissionais de saúde, a fiscalização de locais que permanecerem abertos e a reavaliação da necessidade de lockdown.

“A população está há mais de oito meses com restrições de mobilidade. No entanto, muitos, especialmente os mais jovens, têm se aglomerado em festas, bares, praias e outros eventos sociais”, ressalta a nota.

Os especialistas afirmam que a nova explosão de dados “sugerem uma nova onda sobrepondo-se à primeira”, o que torna “o problema mais grave e complexo”.

“O risco de ocorrerem óbitos sem que o paciente seja internado é elevadíssimo. São dados extremamente preocupantes. Estamos evoluindo em curto período para o colapso da rede de assistência aos pacientes, especialmente os mais graves”, diz o comunicado da UFRJ.

Nesta segunda-feira (30), a taxa de ocupação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para a COVID-19 no Rio de Janeiro estava em 93%. O prefeito eleito da cidade do Rio, Eduardo Paes, já declarou após a eleição que pretende evitar um novo lockdown, medida que julga ser “extrema e desnecessária”.

No Brasil, a média móvel de casos de infecção por COVID-19 segue em alta – o que levou Tedros Adhanom, diretor-geral diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), a afirmar que “o Brasil precisa levar muito, muito a sério” o aumento de casos.

 

Fonte: Sputnik Brasil

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