É preciso falar sobre escoliose – Junho Verde alerta sobre doença que atinge 4% da população no mundo

Foto: Reprodução

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 4% da população mundial sofre com a Escoliose Idiopática do Adolescente (EIA), doença que atinge principalmente adolescentes do sexo feminino. Com o objetivo de promover a educação da população sobre o tema, anualmente, no mês de junho, é feita uma campanha internacional de conscientização: o Junho Verde.

“Disseminar e apoiar essa causa pode levar informações preciosas, sobretudo, para as pessoas que não têm acesso. Acredito que o mês de conscientização é muito importante, principalmente por também se tratar de uma causa social e a cada ano, mais pessoas têm um melhor entendimento sobre o assunto e isso faz com que consigamos iniciar o tratamento com mais agilidade diante do diagnóstico, o que é muito gratificante para nós que somos profissionais da área”, pontua Paulo Lessa, fisioterapeuta da Escoliose Brasil (Sede Salvador) e professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

A escoliose é uma patologia ocasionada por um desvio progressivo da coluna vertebral que geralmente não possui causa aparente e costuma surgir na puberdade, fase mais intensa de crescimento do corpo, podendo ser identificada também na primeira infância ou na etapa final da adolescência. A assimetria dos ombros e dos quadris são os sinais mais comuns que levam à busca por ajuda profissional, procedimento fundamental para o diagnóstico precoce e tratamento adequado que envolve exercícios específicos, uso de coletes e, em casos mais graves, intervenção cirúrgica.

“Muitos pais chegam ao consultório ainda sem saber que o filho realmente tem escoliose ou até havia percebido alguma alteração, mas não identificou como uma doença e sim um problema postural. Há 20 anos, no início da minha carreira, os métodos de tratamentos não tinham tantos resultados, mas com os conceitos modernos e científicos de exercícios hoje é possível ajudar muitos pacientes a evitarem cirurgia”, conclui o especialista.

 

 

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