Lei do Cão: projeto propõe cortar as mãos de políticos corruptos

‘Está clara a razão dessa praga (a corrupção) estar cada vez pior no país, já que nenhuma providência é tomada’, diz o texto do PL

O deputado federal Boca Aberta (civilmente Emerson Miguel Petriv), do PROS-PR,  protocolou nesta terça-feira, 10, um projeto de lei (PL) que visa amputar ambas as mãos de políticos que cometam crimes de corrupção. O parlamentar afirma em sua justificativa que é “estarrecedor” que o Brasil não puna nenhum político como deveria e cita a China, o Irã e a Coréia do Norte como exemplos de países que usam até da pena de morte para condenar políticos.

De acordo com o Pl, a amputação das mãos direita e esquerda deve ser feita para quem tenha cometido crime de “abuso de poder econômico, improbidade administrativa que importe lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito, desde a condenação até o trânsito em julgado.”

A medida incluiria o presidente da República, governadores, prefeitos, deputados, senadores e vereadores e seria realizada pelo Sistema Único de Saúde.

A justificativa do projeto elenca que os políticos se aproveitam “da boa fé dos eleitores, prometem tudo, não cumprem e nada-lhes acontece” e os caracteriza como “inescrupulosos e frios, pessoas más, desumanas”.

“O Brasil é o único país do mundo que não tem absolutamente nenhum político preso (ou apenas um) por corrupção, portanto, está clara a razão dessa praga (a corrupção) estar cada vez pior no país, já que nenhuma providência é tomada”, diz o texto.

Para incrementar a ideia do amputamento, o projeto ainda faz referências a leis punitivas de nações não democráticas, como China, Irã e Coreia do Norte, e cita diversos dados sem mostrar a fonte das informações publicadas. Até mesmo a pena de morte entra na conversa.

“O método de execução mais usado para aqueles considerados culpados por corrupção e outros crimes econômicos é a injeção letal. Já o fuzilamento é usado para quem pratica outros tipos de crimes, como assassinatos.”, diz o projeto do deputado, que cita diversos dados sem mostrar a fonte das informações.

Com polêmicas e uma série de ataques aos colegas parlamentares no currículo, Boca Aberta foi suspenso pelo Conselho de Ética da Câmara por seis meses. Pesam contra o deputado a denúncia de invadir hospitais durante a madrugada para fazer filmagens não autorizadas, além de ter apresentado um documento falso no STF. Boca Aberta recorreu da decisão da CCJ e o assunto deve ser decidido em plenário.

CartaCapital – Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

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