Líder da Chechênia: ‘Estão preparando um cavalo de Troia para o Irã!’

Postado em 05/01/2018 15:36 - Atualizado em: 05/01/2018 15:36
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© Sputnik/ Sergei Guneev

O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu aos manifestantes iranianos a “ajuda dos EUA no momento certo”. O líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, lembrou outros casos em que os EUA ofereceram sua “ajuda” na história recente.

“Donald Trump anunciou a disposição dos EUA de prestar um significativo apoio aos manifestantes iranianos quando for o momento certo. Outros povos que recentemente receberam grande apoio dos Estados Unidos são os da Líbia, Síria, Iraque, Afeganistão, Sérvia, Vietnã, etc. Estão preparando um cavalo de Troia para o Irã!”, escreveu o líder da república russa na sua conta no Twitter. Vale relembrar que suas páginas no Instagram e Facebook foram bloqueadas recentemente pelas empresas norte-americanas.

O político checheno se referiu, deste modo, à intervenção, inclusive militar, de Washington em outros países, especialmente no Oriente Médio, nos últimos anos.Todos os países que o líder checheno mencionou, por se terem oposto aos interesses dos EUA, foram envolvidos em uma crise profunda e mal conseguiram preservar sua integridade territorial, exceto, talvez, o Vietnã, que resistiu à invasão dos EUA entre os anos de 1955 e 1975 e manteve sua soberania.

As declarações do líder checheno vieram após a decisão do Conselho de Segurança da ONU de realizar uma sessão extraordinária a pedido da representante dos EUA na organização, dedicada aos protestos no Irã, que duram já há mais de uma semana.

A iniciativa americana já foi comentada pela representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, que relembrou a vasta experiência dos EUA em grandes manifestações de protesto.

A posição de Moscou sobre os tumultos no Irã baseia-se na inadmissibilidade de qualquer interferência externa nos assuntos internos de qualquer país.

Teerã, por sua vez, acusou forças externas de estarem detrás dos protestos no país, ou pelo menos de os aproveitar para favorecer sua própria agenda anti-iraniana.

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