Lula sobre ilegalidades da Lava Jato: “a verdade está vindo à tona”

Lula, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | ABr)

Em entrevista à TV nesta quarta-feira (24), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância dos diálogos entre membros da Operação Lava Jato que vêm sendo revelados, após autorização do Supremo Tribunal Federal. “Eu vejo as conversas desses procuradores vindo a público e penso que Deus existe. A verdade está vindo à tona”, afirmou.

O petista afastou as acusações de que os diálogos fazem parte de um material clandestino. “Estamos trabalhando com material fornecido pela Suprema Corte (STF). O que nós fazemos é que a sociedade conheça”, afirmou.

O ex-presidente criticou Sérgio Moro, que insistiu várias vezes em tirar a legitimidade da divulgação das trocas de mensagens entre o ex-juiz e procuradores do Ministério Público Federal (MPF-PR).

“É preciso acabar com essa história, quando Moro diz ‘há eu desconheço’. É como se alguém assaltasse a tua casa, você encontrasse o que roubaram e você diz ‘eu não reconheço porque não sei quem pôs aqui'”, disse Lula.

Sérgio Moro “era chefe de uma quadrilha”, afirmou o ex-presidente.

Globo

Na entrevista, Lula aproveitou para criticar a Rede Globo. “Ela era a mãe de leite dessa turma. Não importava o tamanho da mentira, a Globo dava como se fosse verdade e não permitia que houvesse a contraparte, não permitia que meus advogados falassem”, continuou.

“A Globo tem responsabilidade pela criação desse monstro, dessa quadrilha que hoje nós conhecemos como Lava Jato. É uma pena que não há uma pressão da sociedade para obrigar a Globo a divulgar (as conversas da Lava Jato). Como é responsável pela construção do Deus de Barro que é o Moro, ela tem medo de desfazer essa mentira porque sabe que tem culpa no cartório”, acrescentou.

Eleições

O ex-presidente também afirmou que não brigará para ser candidato ao Palácio do Planalto em 2022, porém, se a esquerda quiser, ele pode disputar a próxima eleição.

O petista manifestou apoio a uma eventual candidatura do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad à presidência da República em 2022, como aconteceu na eleição de 2018.

Forças Armadas

Em sua análise, o ex-presidente criticou as Forças Armadas, após o ex-comandante do Exército, o general Eduardo Villas Bôas, admitir que a instituição militar participou institucionalmente do golpe de 2016, de sua manutenção na prisão e do processo que levou Jair Bolsonaro à Presidência.

“Foi um comportamento fascista, de alguém que não tem nada de nacionalista”, disse Lula, acrescentando que, se o PT voltar à presidência da República, não terá “espírito vingativo” com Forças Armadas.

 

Fonte: Brasil 247

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