Mais de 50 filmes competem no Festival de Cinema Feminino do Chile

Santiago do Chile 5 ago(Prensa Latina) Mais de 50 filmes do Brasil, França, Coreia do Sul, Argentina, Costa Rica e Alemanha competirão a partir de hoje no Festival de Cinema Feminino (Femcine) no Chile durante sua décima edição, que acontecerá em um ambiente virtual.
O documentário Seja Natural: A História Não Contada de Alice Guy-Blaché, de Pamela B. Green, abrirá os dias de exibição do Femcine, que comemora uma década inteira dedicada ao trabalho cinematográfico realizado por diretoras e dará livre acesso às suas propostas através de a plataforma Festhome.com.

Até o próximo domingo, a exposição oferecerá, pela primeira vez, um espaço de debate sobre a situação da mulher nas Américas e exibirá filmes de renomadas ‘divas’ chilenas como Carmen Barros, vencedora da Ordem do Mérito Artístico e Cultural Pablo Neruda por sua contribuição para as artes cênicas.

Também é digna de nota a homenagem à cineasta cubana Sara Gómez, com uma retrospectiva de cinco documentários fundamentais em sua carreira, incluindo Y tenemos sabor, que explora as raízes africanas da música cubana; e De Bateyes, sobre os assentamentos da classe trabalhadora da indústria açucareira.

Outras propostas relevantes serão o longa A vida Invisível (2019), do brasileiro Karim A¯nouz, que ganhou um prêmio no Festival de Cannes e no Festival de Havana, juntamente com o documentário argentino Malamadre, de Amparo Aguilar, que reflete sobre a maternidade contemporânea.

Fundada em 2010, a competição torna visível na América Latina e no mundo a realização de filmes de mulheres realizadoras, enquanto aposta na variedade e qualidade em sua edição mais recente que sofreu o impacto da crise sanitária causada pelo novo coronavírus na região.

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