Manifestantes realizam grande marcha por reformas no governo na Tailândia

© REUTERS / SOE ZEYA TUN

Participantes de um protesto antigovernamental em Bangkok se reuniram perto do Monumento da Vitória, no centro da capital tailandesa, nesta quarta-feira (21), e realizaram uma grande marcha em direção à sede do governo.

Bangkok está em estado de emergência desde a última quinta-feira (15) por conta das manifestações “pró-democracia”, que pedem a saída do general Prayut Chan-o-cha, que está no poder desde 2014, como resultado de um golpe militar que o transformou em primeiro-ministro. Além disso, a multidão também exige que os poderes da monarquia sejam restringidos.

As ações de hoje (21) foram coordenadas via Facebook, Twitter e Telegram. De acordo com um correspondente da Sputnik no local, a multidão se movia em formação de coluna. Quando a marcha teve início, a coluna de manifestantes já se estendia por cerca de 1,5 quilômetro.

A polícia bloqueou o trânsito perto do prédio do Ministério das Relações Exteriores e construiu barreiras nas estradas, colocando, em seguida, uma cerca de arame farpado ao redor da Casa do Governo. Houve confrontos.

Segundo informações da Reuters, os manifestantes conseguiram entregar uma carta exigindo a renúncia de Prayut.

“Nossa luta não acaba enquanto ele não renunciar. Se em três dias ele não renunciar, ele enfrentará o povo novamente”, disse uma das líderes do protesto, Patsaravalee Mind Tanakitvibulpon, citada pela agência.

A jovem foi detida em seguida por supostamente violar as medidas de emergência, que o premiê disse mais cedo estar pronto para suspender.

As manifestações na Tailândia começaram ainda em fevereiro, quando o tribunal constitucional proibiu o partido de oposição Futuro Adiante, muito popular entre os estudantes. O surto da COVID-19 e a imposição de um bloqueio no início de abril dificultaram o movimento de protesto. No entanto, a pandemia também afetou a situação econômica do país e aprofundou o ressentimento público com as autoridades.

Os manifestantes exigem reformas políticas, incluindo a revisão da imunidade do monarca a acusações, e a saída do primeiro-ministro, que liderou exército tailandês na execução do golpe de Estado de 2014.

 

Fonte: Sputnik Brasil

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