Zarif celebra papel da Rússia na preservação do acordo nuclear iraniano

© Sputnik / Maksim Blinov

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, agradeceu nesta quinta-feira (24) à Rússia por ajudar a preservar o Plano Conjunto de Ação Global (JCPOA), também conhecido como acordo nuclear iraniano, durante uma coletiva de imprensa.

“Tivemos uma boa conversa. Discutimos questões relacionadas ao JCPOA. Observamos o papel muito importante e fundamental da Rússia na manutenção deste plano. Agradecemos à Federação Russa por esse papel”, disse Zarif após uma reunião com o chanceler russo Sergei Lavrov.

O funcionário iraniano ainda exaltou o fato de que a Rússia presidirá o Conselho de Segurança da ONU a partir de outubro.

Zarif acrescentou que Teerã espera que Moscou continue se opondo às tentativas dos EUA de minar o acordo, o qual Washington abandonou em 2018 por conta do que o presidente estadunidense Donald Trump classificou como o “pior acordo da história”.

Em 2015, o Irã assinou o JCPOA com China, França, Alemanha, Rússia, Reino Unido, EUA, Alemanha e União Europeia (UE). O documento exigia que o Irã reduzisse seu programa nuclear e diminuísse severamente suas reservas de urânio em troca de sanções, incluindo o levantamento do embargo de armas cinco anos após a adoção do acordo.

Em junho de 2015, um conjunto de países aprovou, na cidade suíça de Lausanne, o Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA, na sigla em inglês), que regula o programa nuclear do Irã.
© AP PHOTO / BRENDAN SMIALOWSKI Em junho de 2015, um conjunto de países aprovou, na cidade suíça de Lausanne, o Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA, na sigla em inglês), que regula o programa nuclear do Irã.

Em 2018, os Estados Unidos abandonaram sua posição conciliatória sobre o Irã, retirando-se do JCPOA e implementando políticas de linha dura contra Teerã.

No início deste ano, os EUA tentaram fazer campanha pela restauração das sanções internacionais ao Irã, especificamente, uma extensão do embargo de armas, mas todos os seus projetos de resolução acabaram sendo rejeitados.

 

Fonte: Sputnik Brasil

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