Na contramão de Bolsonaro, ministro da Saúde volta a defender o isolamento social

O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçou neste sábado (28) a necessidade de isolamento social para conter o avanço do novo coronavírus no país.

Ao apresentar o balanço dos 30 dias de contágios do novo coronavírus no Brasil, que já tem oficialmente 3.904 casos e 114 mortes, o ministro afirmou: “a gente precisa ficar em casa, parado”, até que o poder público “consiga colocar os equipamentos na mão dos profissionais que precisam”.

Sem citar nomes, Mandetta fez críticas a governadores que adotam medidas descoordenadas do resto da federação e elogiou o presidente Jair Bolsonaro ao falar da preocupação com a economia. Mas também destoou dos argumentos utilizados pelo próprio presidente e por seus seguidores em relação à pandemia em ao menos três pontos, além do isolamento social:

  • Refutou comparação entre a covid-19 e H1N1 — Bolsonaro chegou a dizer que “houve outras epidemias aí” que não haviam gerado tanta reação; mas Mandetta hoje afirmou que a comparação é descabida
  • Jovens e a doença — o governo federal chegou a fazer campanha minimizando os riscos da covid-19 entre pessoas jovens, e Mandetta hoje enfatizou que há motivos para preocupar-se em todas as faixas etárias.

E ainda fez crítica aberta a apoiadores de Bolsonaro que saíram hoje às ruas pedir retomada do comércio e de outras atividades. Disse:  não é hora de fazer carreata.

Com UOL – Foto: Divulgação

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