Opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya ameaça governo de seu país com greve geral

© AFP 2020 / Johanna Geron

Líder da oposição bielorrussa e ex-candidata a presidente de seu país, Svetlana Tikhanovskaya, exigiu saída de Aleksandr Lukashenko do poder até 25 de outubro e ameaçou governo com greve geral.

Além da ameaça de greve, a ativista publicou exigências direcionadas pessoalmente ao presidente do país, Aleksandr Lukashenko, assim como a seu governo.

Entre as exigências, Tikhanovskaya ressaltou que “Lukashenko deve anunciar sua saída [da presidência], a violência [policial] nas ruas deve parar totalmente e todos os presos políticos deverão ser liberados”, postou a opositora em seu canal no Instagram.

As exigências foram divulgadas em tom de ultimato e deverão ser cumpridas em um prazo de 13 dias.

“Se até 25 de outubro nossas exigências não forem cumpridas, todo o país vai pacificamente sair às ruas com o Ultimato Popular, enquanto em 26 de outubro se iniciará a greve nacional de todas as empresas, bloqueio de todas as estradas, colapso das vendas em lojas estatais. Vocês têm 13 dias para cumprir as três exigências. Nós temos 13 dias para nos prepararmos, e durante todo esse tempo os bielorrussos vão continuar seu protesto pacífico e persistente”, escreveu na postagem.

Protestos

Desde o dia 9 de agosto, quando ocorreu a votação para presidente na Bielorrússia, o país tem sido palco de protestos contra o governo do presidente Lukashenko.

Na ocasião do pleito, Lukashenko venceu a eleição presidencial com 80,1% dos votos, enquanto Tikhanovskaya acumulou 10,12%, segundo dados oficiais.

No entanto, apoiadores da oposição bielorrussa duvidaram dos resultados preliminares da eleição, que já apontavam para a vitória de Lukashenko.

A oposição do país exigiu a saída do presidente de seu posto, enquanto algumas das empresas do país sofreram interrupção de seu trabalho devido à greve realizada por alguns de seus funcionários.

Por sua vez, Lukashenko afirma que a ação da oposição tem sido dirigida por países ocidentais, enquanto a opositora Tikhanovskaya se encontra com líderes como o presidente francês Emmanuel Macron e a chanceler alemã Angela Merkel.

Ainda durante os protestos, Tikhanovskaya saiu da Bielorrússia e se refugiou na Lituânia.

 

Fonte: Sputnik Brasil

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