Os bolsonaristas perderam a retórica

Foto: Sergio Lima/AFP

César Cantu

 Desesperados e raivosos, unem os opositores sob a égide da esquerda e os culpam. E ofendem, mentem, manipulam fatos e informações. Os que não concordam com eles, são os “comunistas”, os “vermelhos”, e incluem até os diametralmente opostos, como o alto oficialato do neoliberalismo no Brasil, os tucanos.

Nessa cegueira, eles não percebem que a culpa está neles, na sua luta inglória, contrária à evolução civilizatória, no seu retorno ao passado.

Ninguém, ou quase ninguém aceita hoje:

O uso da força (Ditadura) como alternativa de gestão pública;

A prevalência do capital em detrimento do ser humano; este o fim, aquele o meio da humanidade;

A total incompetência e falta de liderança do governo Bolsonaro para gerir o Estado;

A manipulação e controle dos organismos de Estado em favor de grupos corporativos (Inclusive a família) e contra os interesses públicos;

A substituição da ciência e tecnologia, e seus resultados comprovados e certificados, pela intuição pessoal leiga, com resultados não comprovados e não credenciados;

A entrega, aos estrangeiros, de nossas riquezas e nossas empresas a preço de banana;

A transformação do Brasil em mero exportador de matéria prima e commodities e importador de manufaturados;

A banalização da bandeira nacional como símbolo e, na prática, não agir de acordo com o seu significado mais profundo;

O uso do Santo nome em vão;

 Essa baixeza comportamental de levar as pessoas a se relacionarem e se defenderem com base na ofensa, confronto e violência individual, uns contra os outros, seus semelhantes;

No momento em que o bolsonarismo se der conta de que ele emergiu do passado humanitário e insiste em retroceder ainda mais, pedirá desculpas à nação, e retornará ao lugar de onde nunca deveria ter saído: As catacumbas do obscurantismo.

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