Professor de Arataca é finalista do prêmio nacional “Respostas para o amanhã”

Postado em 21/08/2018 17:30 - Atualizado em: 21/08/2018 17:30
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Blog do Thame

O professor Robson Almeida da Silva, do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) do Campo Milton Santos, no município de Arataca, no Sul da Bahia,  no Sul da Bahia, é um dos 25 vencedores regionais da quinta edição do “Respostas para o amanhã”. O educador é um dos finalistas nacionais por conta do projeto de sua autoria “Embalagens sustentáveis de banana verde”. Com a proposta de dar um novo destino à banana verde produzida, pelo fato de ser abundante na região, nasceu a ideia de fabricar embalagens sustentáveis de banana verde, como copos, bandejas e outras vasilhas que acondicionem alimentos, que têm grande capacidade de decomposição quando descartadas na natureza.

arataca 1 A inspiração para o projeto surgiu no próprio CEEP, que está localizado no assentamento Terra Vista, onde atende alunos da própria comunidade e de cidades vizinhas. O professor Robson, que leciona no curso Técnico em Meio Ambiente, explica que a ideia levou em conta duas questões. A primeira é o descarte de embalagens plásticas, que são produzidas a partir de recursos não renováveis e acabam gerando vários problemas ambientais. A segunda questão é a grande diversidade de frutas, como o cacau e a banana, que são produzidas na comunidade, que faz parte do bioma Mata Atlântica.

“A necessidade de encontrar alternativas viáveis e sustentáveis para agregar valor às bananas produzidas na comunidade gerou uma discussão sobre a diversidade de matéria-prima existente na região. A turma que se mostrou mais interessada e disposta a buscar novas formas de melhorar a situação do descarte do lixo plástico na cidade foi a escolhida para executar o projeto”, conta o professor, que fala sobre o alcance social do projeto. “Estas embalagens podem revolucionar a indústria de recipientes, uma vez que as pessoas no mundo inteiro estão buscando novas possibilidades para diminuir o uso de embalagens plásticas derivadas do petróleo, na tentativa de minimizar os danos provocados à natureza”, ressalta o educador, que teve as parcerias dos colegas professores Isaac de Carvalho e Carla Menezes.

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