Projeto Calu Brincante produz série de ações ligadas à tradição, ancestralidade e ludicidade para público infanto-juvenil

Foto: Carolina Galmoura

Espetáculo, lançamento de cd, jogo virtual e seminário sobre papel das brincadeiras antigas no desenvolvimento das crianças compõem programação gratuita e online

Seminário conta com participação de Lázaro Ramos, Rodrigo França e Bárbara Carine

Trabalhar memória, tradição e representatividade em uma série de iniciativas lúdicas e criativas voltadas para o público infantil, pais e educadores, essa é a ideia do Projeto Calu Brincante, que promove entre março e abril o lançamento de um jogo virtual e de um cd com músicas autorais, uma série de apresentações online do espetáculo “Sarauzinho da Calu” e um seminário sobre a incorporação das brincadeiras antigas para o desenvolvimento cognitivo das crianças e melhor interação nas famílias. A programação acontece toda de forma virtual e GRATUITA entre os dias 31 de março, 4, 11 e 18 de abril, através dos canais do youtube e facebook da Calu Brincante.

A história da menina negra que cria um universo alternativo carregado de símbolos afro-brasileiros nasceu no premiado livro “Calu, uma menina cheia de histórias” (2017), de autoria de Cássia Vale e Luciana Palmeira, com prefácio de Lázaro Ramos. Em seguida, virou o espetáculo “Sarauzinho da Calu” e foi vencedor do Prêmio Braskem de Teatro do 2020 como melhor espetáculo infantojuvenil. Agora a iniciativa expande também para canais digitais com o objetivo de ampliar o diálogo, interação e ludicidade com seu público.

O universo de Calu reúne músicas autorais e brincadeiras que objetivam o desenvolvimento cognitivo, social e emocional de crianças de 0 a 12 anos, agregando gestantes, pais, responsáveis e tutores interessados em debater proteção social e educação. Idealizado e produzido por integrantes do Bando de Teatro Olodum, como a atriz, escritora e psicopedagoda Cássia Vale e o músico e ator Cell Dantas, além de um elenco inteiramente composto por pessoas negras, o projeto traz ainda um resgate à ancestralidade e valorização da identidade cultural negra.

“Cada vez que iniciamos um projeto da Calu percebemos o quanto é importante falar de representatividade e respeito à nossa ancestralidade. Desde o lançamento do primeiro livro tivemos uma recepção muito calorosa tanto dos pais quanto das crianças. Se a gente arranja uma forma lúdica de falar sobre essas questões desde a infância, nossas crianças crescem e se tornam adultos mais conscientes e empoderados”, destaca Cássia Valle.

O projeto é contemplado pelo Prêmio Anselmo Serrat de Linguagens Artísticas, da Fundação Gregório de Mattos, Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com recursos oriundos da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, Governo Federal.

SERVIÇO

31 de Março das 13h às 17h

Seminário “Brincadeira tem hora? A importância da incorporação das brincadeiras antigas para o desenvolvimento cognitivo das crianças e melhor interação nas famílias ” com Cássia Valle, Lázaro Ramos, Bárbara Carine e Rodrigo França

Lançamento de cd, jogo virtual e selo Calu Bricante

04, 11 e 18 de Abril | 16h –  Sarauzinho da Calu: Ocupação Lúdica nas Redes

Gratuito e online

Onde:  youtube e facebook da Calu Brincante

 

PROGRAMAÇÃO

31/03 | 13 às 17h –  Seminário “Brincadeira tem hora?”

Traz como tema “Brincadeira tem hora? A importância da incorporação das brincadeiras antigas para o desenvolvimento cognitivo das crianças e melhor interação nas famílias”. O debate conta com a participação da  idealizadora do projeto Calu Brincante, Cássia Valle (BA); da professora, pesquisadora e escritora, Bárbara Carine (BA); do ator, cientista social e professor, Rodrigo França (RJ) e do ator e escritor Lázaro Ramos (BA/RJ). O Seminário será transmitido nos canais do youtube e facebook da Calu Brincante. Durante o evento também serão lançados:

 

Selo Calu Brincante

O Selo Calu Brincante marca o uso das metodologias de trabalho e linguagens artísticas desenvolvidas pelo projeto como ferramentas de ensino e aprendizagem, a partir dos lugares de fala que empreendem representatividade e participação ativa de crianças de 0 a 12 anos. Dentre as ferramentas estão:

 

– O livro “Calu uma menina cheia de histórias”

– O bloquinho da Calu

– O espetáculo “Sarauzinho da Calu”

– Performance Circo Poesia

– O CD do espetáculo “Sarauzinho da Calu”

– O Jogo Calu Brincante

– Oficinas de escrita criativa e musicalização

– Catálogo Calu Brincante

 

CD do espetáculo “Sarauzinho da Calu”

Reúne as músicas autorais que compõem o espetáculo “Sarauzinho da Calu”, ambientadas em temas que falam de legado cultural e ancestral, simbologias da cultura afro-brasileira, jogos e brincadeiras antigas.

 

Lançamento do jogo virtual Calu Brincante

A ideia é levar antigas brincadeiras de rua para o ambiente virtual, agregando ancestralidade, memória e ludicidade às novas formas de interação social entre o público-infanto-juvenil. O primeiro jogo a ser lançado digitalmente será a peteca. Segundo Cássia, que desenvolve pesquisa na área de ludicidade voltada ao patrimônio imaterial do povo brasileiro, esse é um jogo de origem indígena, um dos primeiros criados no Brasil. “A ideia é contribuir no registro e preservação da memória desses jogos antigos, além de reconhecer o importante legado deixado por nossos ancestrais indígenas”, ressalta Cássia

 

04/04 | 16h –  Sarauzinho da Calu: Ocupação Lúdica nas Redes

Vencedor do Prêmio Braskem de Teatro 2020 como melhor espetáculo infanto-juvenil, o Sarauzinho da Calu foi adaptado para o formato online e será transmitido nos dias 4, 11 e 18 de abril, sempre às 16h no canal do youtube e facebook da Calu Brincante. Com música, histórias, canções e poemas originais, a montagem fala da importância de conhecer os sonhos de crianças negras, respeitando a tradição, memória e identidade. O espetáculo tem a direção de Cássia Valle, codireção de Leno sacramento, direção musical de Cell Dantas e iluminação de Rivaldo Rio.

Inicialmente, as apresentações do Sarauzinho da Calu estavam previstas para acontecer nas praças da Cidade Baixa, em espaços estratégicos do território, mas em virtude do avanço da Covid 19 não será possível realizar a apresentação em espaços abertos a fim de evitar aglomerações. Nesse cenário, os atores estão recebendo workshops e oficinas para realizarem a transmissão do espetáculo inteiramente online, de suas casas.

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