Rio e Bahia não têm mais vacina contra Covid-19 e paralisação pode acontecer em todo o País

País precisa aumentar o ritmo de vacinação contra a Covid-19 (Foto: ABr)

s estoques de vacina contra o coronavírus do município do Rio de Janeiro e do estado da Bahia acabaram e a vacinação está sendo suspensa. “Recebi a notícia de que não chegaram novas doses”, afirmou o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, nesta segunda-feira (15), no Twitter. Em entrevista à TV 247 na última sexta-feira (12), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), informou que a vacinação no estado deve parar esta semana, pois os estoques de imunizantes estão praticamente esgotados.

De acordo com a epidemiologista e ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI), Carla Domingues, o Brasil pode enfrentar duas semanas de paralisação das imunizações contra a Covid-19 por falta de vacina no país. O relata da médica foi publicada pelo portal Uol.

Ao relatar a necessidade de aquisição das doses de vacina contra a Covid-19, o governador Rui Costa cobrou mais velocidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e disse haver “má vontade” da instituição.

“Estamos angustiados”, afirmou ao 247. “Nós temos possibilidade de 10 milhões no curtíssimo prazo de vacinas chegarem e serem distribuídas, o que faria uma grande diferença para vacinarmos em larga escala”, disse.

O Brasil importou insumos para a produção das vacinas Coronavac e Astrazeneca/Oxford. Ainda não está sendo aplicado no País o imunizante russo Sputnik V, que já é usado em países vizinhos comoArgentina e Paraguai. Autoridades brasileiras também não fizeram uso da Pfizer/BionTech – esta é uma parceria entre a Alemanha e os Estados Unidos, é e aplicada em países da União Europeia e pelas próprias autoridades norte-americanas.

De acordo com estimativas feitas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), caso seja mantido o atual ritmo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, o País conseguirá imunizar as 160 milhões de pessoas acima de 18 anos apenas em meados de março de 2024.

Atualmente, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking global de infectados pela doença (9,8 milhões), atrás de Índia (10,9 milhões) e Estados Unidos (28,2 milhões). O governo brasileiro também registra a segunda maior quantidade de mortes (239 mil) – nessa estatística, os EUA também ficam na primeira posição (497 mil).

 

Fonte: Brasil 247

 

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