São Paulo anuncia medidas contra a COVID-19 e amplia número de leitos de UTI para pacientes

© Folhapress / Jeronimo Gonzalez/Photo Press/Folhapress)

Bares passam a fechar às 20 horas, restaurantes só podem vender bebida alcóolica até esse horário e shoppings ganham mais duas horas de funcionamento para evitar aglomerações.

O estado de São Paulo tem novas regras no combate à COVID-19 a partir deste sábado (12).

O governo paulista anunciou na sexta-feira (11) a redução do horário de funcionamento de bares e a ampliação do horário de operação de lojas e shoppings para tentar conter o avanço de casos de coronavírus, informou o site G1.

Bares, que antes podiam funcionar até as 22h, terão que fechar duas horas antes. Os restaurantes e lojas de conveniência vão continuar abertos até 22h, mas terão que parar de servir bebidas alcoólicas às 20h. O horário de funcionamento dos shoppings será ampliado de dez para 12 horas para evitar aglomerações nas compras de fim de ano.

As informações foram dadas pelo secretário de saúde, Jean Gorinchteyn, em entrevista coletiva. As medidas terão período de validade de 30 dias, prazo que pode ser prorrogado.

O anúncio do governo acontece em um momento em que o estado de São Paulo apresenta aumento de novas internações, novos casos e mortes pela COVID-19.

Mas o governo paulista manteve a classificação com nível de “fase amarela” das condições da COVID-19 no estado.

“O Centro de Contingência apresentou ao governo suas sugestões baseadas em evidências. Um consenso que existe em mais de 500 epidemiologistas do mundo, que consideram que os bares noturnos, os eventos noturnos são o local mais propício para a transmissão do vírus. Então é nessa questão do lazer noturno, que envolve bares, restaurantes, casas noturnas, festas, que o Centro detectou uma necessidade de medidas mais duras”, afirmou João Gabbardo, diretor-executivo do Centro de Contingência contra o Coronavírus.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, também reforçou as razões para as novas decisões.

“Nós vimos que era muito importante realizar um ajuste na ‘fase amarela’ para expansão do funcionamento do comércio de dez para 12 horas, mantendo a capacidade de 40%. Foi uma decisão técnica entre saúde e comércio para que possamos atender a necessidade de maior espaçamento entre as pessoas, evitar aglomerações, para que todos possam ter suas necessidades atendidas agora no fim do ano, mas com responsabilidade, com segurança”, disse ela.

Os números de São Paulo

O estado apresenta tendência de alta nas mortes por COVID-19 há sete dias seguidos. Nesta sexta-feira (11), o número total de falecimentos chegou a 43.802 e o de casos confirmados, a 1.325.162.

A média móvel diária de mortes, que considera o registro dos últimos sete dias, foi de 145 nesta sexta-feira (11). O valor é 28% maior ao registrado há 14 dias, o que para especialistas indica tendência de alta. Já a média móvel diária de casos é de 7.002, valor 50% maior do que o registrado há 14 dias.

Segundo o governo estadual, as novas internações por suspeita ou confirmação de COVID-19 também continuam aumentando. A taxa de ocupação de leitos de UTI chegou a 64,4% na Grande São Paulo e a 58,4% no estado nesta sexta-feira (11). No entanto, diversas cidades do estado já registram taxa de ocupação dos leitos de UTI superior a 80%.

O governo afirmou que vai ampliar em dois mil o número de novos leitos destinados para pacientes com a doença.

“Uma notícia importante é a manutenção, a garantia de dois mil leitos de UTI do Sistema Único de Saúde para esse enfrentamento. Lembrando que no momento pré-pandemia, a secretaria de Saúde contava com três mil e quinhentos leitos de UTI. Este número foi ampliado para oito mil e quinhentos, mais 140% de aumento. Sendo que destes oito mil e quinhentos mil leitos, dois mil não estão habilitados pelo ministério da Saúde. Então o anúncio do governo de São Paulo hoje [sexta-feira (11)] é que ele garantirá o funcionamento desses dois mil leitos para atendimento dos pacientes com COVID-19”, disse Eduardo Ribeiro, secretário-executivo da Saúde.

Fonte: Sputnik Brasil

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