Se reunindo em Pequim, China reafirma laço com Coreia do Norte diante da aliança EUA-Coreia do Sul

© AFP 2021 / Ed Jones

China reforça amizade tradicional com a Coreia do Norte, dias após possíveis novos desafios de segurança serem concebidos através da união EUA-Coreia do Sul, que permitiu a Seul aumentar seu arsenal de mísseis.

Na quinta-feira (28), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, encontrou-se com o novo embaixador da Coreia do Norte na China, Ri Ryong Nam, em Pequim, onde reafirmou a posição da China de manter uma “comunicação estratégica de alto nível”, de acordo com a agência chinesa Xinhuanet.

“A China está pronta para manter uma comunicação estratégica de alto nível com a Coreia do Norte, promover ativamente a cooperação pragmática em vários campos” disse Wang citado pela mídia.

A agência também noticia que as duas nações “fortalecerão a amizade tradicional e promoverão laços bilaterais”, e que diálogos relativos à península coreana decorreram durante o encontro, com ambos os países “concordando em fortalecer a coordenação e a cooperação sobre esse tópico”.

Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, se reuniu com o novo embaixador da República Popular Democrática da Coreia do Norte na China, Ri Ryong Nam, em Pequim, 27 de maio de 2021
© FOTO / MINISTRY OF FOREIGN AFFAIRS, THE PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e novo embaixador da Coreia do Norte na China, Ri Ryong Nam, em Pequim, China, 27 de maio de 2021

A reunião acontece depois que o presidente dos EUA, Joe Biden, se encontrou com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, na Casa Branca, como parte de seu esforço para construir uma frente unida com aliados contra ameaças à segurança representadas por países como a China e a Coreia do Norte.

Washington e Seul concordaram em encerrar as diretrizes de mísseis bilaterais que há muito restringem o desenvolvimento de mísseis na Coreia do Sul a menos de 800 quilômetros. O fim dessa diretriz coloca as principais cidades chinesas sob o alcance de mísseis sul-coreanos, e aumenta a capacidade de Seul de atacar Pyongyang, segundo a Bloomberg.

Policiais chineses em formação na Praça Tiananmen antes da conferência comemorativa do 70º aniversário da entrada da China na Guerra da Coreia de 1950-53, no Grande Salão do Povo em Pequim, 23 de outubro de 2020
© AP PHOTO / ANDY WONG Policiais chineses em formação na Praça Tiananmen antes da conferência comemorativa do 70º aniversário da entrada da China na Guerra da Coreia de 1950-53, no Grande Salão do Povo em Pequim, 23 de outubro de 2020

A China, que lutou em nome da Coreia do Norte durante a Guerra da Coreia de 1950 a 1953, foi o maior benfeitor do país norte-corenano por décadas. Pequim descreveu o relacionamento entre as duas nações como “lábios e dentes”.

Até hoje, a a demanda chinesa é a parceira comercial e de segurança mais importante da Coreia do Norte, há anos fornecendo uma tábua de salvação que ajudou a manter a economia em dificuldades de seu vizinho à tona, segundo a mídia.

Fonte: Sputnik Brasil