Sputnik V protege melhor contra cepa sul-africana do que vacina da Pfizer, diz fonte

© Sputnik / Mazhar Abid

Recentes conclusões de cientistas dos Estados Unidos sugerindo que a vacina russa Sputnik V contra a COVID-19 é relativamente menos eficaz contra a cepa descoberta na África do Sul são fracas, afirmou à Sputnik uma fonte próxima do Centro Gamaleya, nesta segunda-feira (5).

Na semana passada, um grupo de cientistas norte-americanos publicou no portal médico medRxiv um artigo ainda não revisado por pares dizendo que a vacina russa é menos eficaz na proteção contra a variante sul-africana do que contra outras variantes.

Ainda segundo disse à Sputnik uma fonte próxima ao Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya (Centro Gamaleya), que desenvolveu a Sputnik V, o fármaco russo garante proteção ainda melhor do que a vacina da Pfizer/BioNTech, o que seria uma evidência de que as conclusões dos cientistas dos EUA no artigo não revisado são fracas.

“A vacina Sputnik V provou ser a vacina mais eficaz em termos de neutralizar a atividade de várias cepas – o nível de resistência à variante sul-africana mais problemática foi significativamente maior do que a da Pfizer”, disse a fonte anônima à Sputnik.

A fonte também ressaltou que o artigo em questão ainda não havia sido submetido ao processo de revisão por pares, acrescentando que um dos três principais autores do artigo tem um claro conflito de interesses, por ser membro do conselho consultivo da Pfizer/BioNTech sobre as variantes do novo coronavírus.

Instruções da vacina russa contra COVID-19, Sputnik V
© SPUTNIK / MIKHAIL ALAEDDIN Instruções da vacina russa contra COVID-19, Sputnik V

Ainda segundo a fonte ouvida pela Sputnik, as conclusões do artigo são fracas, pois é impossível estender os dados de um teste substituto à situação real com o vírus SARS-CoV-2 sem ressalvas significativas. O artigo relata um teste adicional realizado com um vírus de estomatite vesicular que detectou a suposta menor eficácia da Sputnik V contra a cepa-sul-africana.

A mesma fonte ressalta ainda que o próprio estudo prova que a vacina russa apresenta maior eficiência contra outras cepas do que suas concorrentes, incluindo o imunizante da Pfizer/BioNTech. Resultados mais conclusivos serão publicados em breve pelo Centro Gamaleya.

“Os estudos próprios do Centro Gamaleya, com base em uma amostra muito maior do que as 12 pessoas usadas neste artigo, serão publicados em maio em um periódico revisado por pares e demonstrarão uma maior eficácia da vacina russa em relação às novas cepas, incluindo a variante sul-africana, do que de outras vacinas, incluindo a Pfizer”, disse.

A vacina russa Sputnik V contra a COVID-19 foi o primeiro imunizante contra o novo coronavírus a ser registrado, ainda em agosto de 2020. De acordo com resultados de estudos clínicos publicados em fevereiro na revista médica The Lancet, a Sputnik V tem eficácia de 91,6%.

Até agora o imunizante já foi aprovado em 59 países, sendo a segunda vacina mais aprovada por órgãos sanitários no mundo. Diversos países sul-americanos já aprovaram o imunizante, incluindo México, Argentina, Bolívia, Venezuela e Paraguai.

 

Fonte: Sputnik Brasil

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