Terreiro inicia curso de pano da costa com apoio do Fundo de Cultura

Postado em 20/02/2018 11:45 - Atualizado em: 20/02/2018 11:45
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Terreiro oferece curso de pano da costa com apoio do fundo de cultura (Foto: Raul Golinelli/GOVBA)

Indumentária herdada da cultura afrodescendente de tradição iorubá, o pano da costa faz parte do cotidiano e dos ritos do povo de santo. Com o objetivo de transformar a peça de artesanato também em uma fonte de renda para diversos moradores das comunidades de São Gonçalo e do Retiro, o Terreiro Ilê Axé Iborò Odé iniciou o curso ‘Pano da Costa: A arte afro-brasileira de tecer’ nesta segunda-feira (19).
Contemplado pelo Edital de Economia Criativa do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), o curso é um investimento do Estado na cultura e religião de matriz africana. “O objetivo é promover o desenvolvimento, articulação e sustentabilidade dessas ações que envolvem tradições milenares, saberes e fazeres, além de envolver os mestres de nossa cultura”, explica o superintendente de Promoção Cultural da Secretaria de Cultura (Secult), Alexandre Simões.
As aulas seguem até 17 de agosto, sob a coordenação do artesão e líder religioso Antônio Dimas Bispo dos Santos. O curso busca promover também o aumento da autoestima dos participantes, o desenvolvimento artístico e o resgate do artesanato herdado da cultura africana.
Também conhecido como Alaká, pano de Alaká ou pano de cuia, o pano-da-costa é parte da estética da roupa de baiana e está associada às tradições das religiões de matriz africana e ao culto dos orixás. O nome faz referência à costa africana, mais precisamente a ocidental, local de origem de muitos produtos trazidos para o Brasil, especialmente para o Recôncavo Baiano.
Fundo de Cultura
O FCBA foi criado em 2005, pelas secretarias de Cultura (Secult) e da Fazenda (Sefaz), para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado.
Os projetos financiados são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada.
Repórter: Tácio Santos/Secom/Ba
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