Trabalhador da área de saúde realiza o teste RT-PCR no Centro das Artes e Cultura Contemporânea em Zilina, Eslováquia Informação sobre extensão do prazo de validade de testes estocados precisa de confirmação da Anvisa

© REUTERS . RADOVAN STOKLASA

Em audiência na Câmara dos Deputados, secretário do Ministério da Saúde diz que recebeu resultado da empresa garantindo que prazo de validade pode ser estendido em quatro meses.

Caberá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmar a declaração que o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, deu nesta quarta-feira (25) de que a empresa fornecedora dos testes para a COVID-19 garantiu que o prazo de validade deles, a princípio de oito meses, pode ser estendido por mais quatro meses, informou o jornal O Globo.

Medeiros falou em audiência na Câmara dos Deputados a pedido do deputado federal Dr Luizinho (PP-RJ) após informação de que os 6,79 milhões de testes do tipo RT-PCR estavam num depósito no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e com vencimento previsto para o início de dezembro.

Representantes do Ministério da Saúde admitiram que desconhecem os dados que embasaram a compra, feita em abril, alegando ter sido efetivada anteriormente à chegada da gestão atual. Além desta cota, haveria aproximadamente 280 mil testes com prazo de vencimento entre fevereiro e março.

Medeiros disse que o Ministério enviou no último dia 3 de novembro um ofício à Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), por meio da qual dez milhões de testes foram adquiridos pelo Brasil de uma fabricante sul-coreana, sobre a extensão da validade dos produtos.

“Hoje [quarta-feira, 25] recebemos o resultado dos estudos de validade estendida em que a empresa está entrando junto à Anvisa para pedir essa validade estendida, em que na conclusão está estendida em pelo menos 12 meses”, afirmou o secretário ao citar o prazo total de validade sugerida.

Mas ainda há dúvidas sobre o procedimento.

“Agora a gente vai entrar em contato com a empresa e com a Anvisa para entendermos se a empresa entra [com o pedido de extensão de validade] sozinha, se o Ministério entra sozinho, se o Ministério entra em conjunto com a empresa. [Para entender] qual a orientação que a Anvisa nos dá para apresentar os estudos que a empresa fez de extensão de validade”, disse.

E há incerteza sobre a origem da compra dos testes, no total de 23 milhões deles, incluindo os 10 milhões via OPAS, que foram adquiridos em abril pela Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública (CGLAB) do Ministério.

“A gente não tem essa memória de cálculo, de como chegou-se a esses 23 milhões de kits. Já procurei levantar essa memória de cálculo, não sei exatamente como foi feito. Talvez tenha, mas eu não a tenho, nem a minha equipe que está hoje na CGLAB e no Departamento tem acesso e conhecimento dessa memória de cálculo. Desconheço essa memória de cálculo. Foi adquirido na gestão anterior da Secretaria de Vigilância em Saúde”, afirmou Medeiros.

Fonte: Sputnik Brasil

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