Cabos, México, (Prensa Latina) Os líderes do G-20 colocaram nesta terça (19) ponto final a suas conversas na VII Cúpula, depois de dois dias de análise e propostas que tentaram unir forças diante da crise europeia e da desaceleração da economia mundial.
Ao chegar a este destino exclusivo do México, na Baixa Califórnia Sul, os presidentes respiraram com verdadeiro alívio, depois de conhecer a notícia dos resultados das eleições na Grécia que, segundo o presidente estadunidense, Barack Obama, foi algo encantador.
Na pequena nação europeia ganhou em apertada disputa o partido conservador Nova Democracia (com 30 por cento dos votos), o que deixou fora as aspirações da coalizão de esquerda radical Syriza, que pedia sair da zona euro.
Esta é uma cidade sitiada. A reunião, no Centro de Convenções de San José do Cabo, tem lugar sob fortes medidas de segurança que mobilizaram mais de dois mil 500 policiais da Polícia Federal e a outras forças de mar e ar.
Ao falar na primeira sessão plenária do evento, o presidente Felipe Calderón advertiu que urge avançar no desenho e posta em marcha das instituições financeiras internacionais do século XXI, da pós-crise.
Em sua qualidade de presidente de turno do G-20, Calderón chamou a atuar de forma imediata para evitar "que uma crise, como a que vivemos, se repita".
Este segmento de alto nível da VII Cúpula do G-20 esteve precedido por vários encontros bilaterais entre os mandatários assistentes, como o de Calderón com Obama.
Ademais, o efetuado entre o chefe da Casa Branca e seu par russo, Vladimir Putin, que abordou o tema da crise na Síria.
Nesta VII cúpula os governantes revisam os avanços de compromissos assumidos em Cúpulas anteriores, efetuadas em Washington (2008), Londres (2009), Pittsburgh (2009), Toronto (2010), Seul (2010) e Cannes (2011).
Os países membros de G-20 são a Alemanha, Argentina, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, Canadá, Chinesa, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Turquia e a União Europeia.
O Grupo é um foro de coordenação econômica internacional, o qual em seu conjunto representa mais de 80 por cento do Produto Interno Bruto planetário e duas terças partes da população mundial.