Economia
Sábado , 25 de Maio de 2013
Postado em 10/07/2012 ás 20:05

América Latina interessada em fortalecer comércio com Ásia

 

Jacarta, (Prensa Latina) Vários ministros latinoamericanos presentes em um foro de negócios da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e América Latina, expressaram hoje a vontade de fortalecer os investimentos e o comércio entre ambas regiões.

  Ante a grave crise da Eurozona a intenção é aproveitar as potencialidades existentes já que as maiores oportunidades não estão na Europa ou nos Estados Unidos, senão na Ásia, afirmou o diretor executivo da companhia brasileira Vale, Murillo Ferreira.

Precisou que no continente asiático há mais milhões de trabalhadores e um número potencial muito maior de consumidores que em qualquer outra região do mundo.

Ao referir às iniciativas e travas para estrechar os vínculos econômicos entre o Sudeste Asiático e América Latina, considerou que um dos principais obstáculos é o desconocimiento dessa região que cresce a um ritmo extraordinário e constante, como é o caso da Indonésia.

Para o secretário de Economia do México, Bruno Ferrari, outro desafio para avançar na cooperação mútua é evitar a burocracia nos negócios porque em ocasiões as regulações impedem criar associações mais profundas.

Assinalou que o caminho para avançar passa por acordos multirregionais ante as presentes circunstâncias nas que os polos de crescimento estão mudando de lugar geográfico.

Também o vicetitular de Comércio e Indústria de Colômbia, Gabriel Duque, se referiu às dramáticas mudanças que vive o mundo e apostou por atingir acordos de negócios concretos e os investimentos em bens, serviços e recursos humanos.

Entretanto, o ministro indonésio de Comércio, Gita Wirjawan, reconheceu que o valor do intercâmbio comercial entre a Asean e América Latina é menor ao que poderia ser, pelo que fez questão de impulsionar a cooperação mútua.

Segundo dados oficiais apresentados no foro, as exportações da Asean na atualidade ascendem a uns 2,5 biliões (milhões de milhões) de dólares, enquanto as de Latinoamérica atingem os 8,4 bilhões de dólares.

Esse bloco está integrado por Brunei, Myanmar (Birmania), Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã, com um potencial de 580 milhões de consumidores, enfrenta-se a um prognóstico de crescimento do 4,5 por cento como média no Produto Interno Bruto.

Durante o segundo dia do encontro, a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, afirmou que o mundo não pode esperar para sempre a que Europa solucione a crise da dívida soberana, a qual começa já a influir em outras economias do planeta.

Admitiu que nenhum país é imune aos efeitos das turbulências geradas pelo débito público em algumas nações da Zona euro, pelo que a situação econômica global resulta preocupante, ainda que as mudanças em vários membros do bloco poderiam levar a um meio de progresso.

 

 
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