Damasco, (Prensa Latina) Mais de 150 pessoas morreram durante um massacre na localidade de Tremseh, província síria de Hama (noroeste), informaram hoje meios de imprensa ocidentais sem que os fatos fossem oficialmente confirmados.
Na população, situada cerca de 230 quilômetros desta capital, essa cifra de pessoas foi assassinada por grupos que, segundo indicam essas fontes, respondem ao governo, uma prática recorrente cada vez que há uma reunião do Conselho de Segurança ou outro evento para abordar a crise síria.
Segundo o chamado Observatório sírio de Direitos Humanos e a Comissão Geral da Revolução Síria, mais de 150 perderam a vida em bombardeios nesta localidade da província central de Hama.
Enquanto isso, porta-vozes do denominado Comitê de Coordenação Local contabilizaram as vítimas em cerca de 220 pessoas, que morreram, assinalou, durante a ofensiva governamental contra redutos de grupos armados que tratam de desestabilizar o país.
A campanha contra as autoridades de Damasco assegura que os chamados shabiha ou grupos paramilitares, protegidos pelas forças de segurança, executaram os civis a tiros e com armas brancas.
Enfatizam que mais de uma centena de civis foram encontrados mortos no interior da principal mesquita local e outros lugares.
Este massacre ocorre, como em outras ocasiões, coincidindo com a análise do caso sírio no Conselho de Segurança da ONU, no qual países ocidentais tratam de aprovar uma resolução que contemple a aplicação do Capítulo VII da Carta a esta nação do Levante.
Há poucos dias, o Estado Maior do Exército de Libertação de Palestina (ELP) condenou o sequestro e assassinato a sangue frio de 17 de seus militantes na estrada de Hama-Alepo, enquanto iam passar férias com suas famílias.
Segundo o ELP, este fato confirma que os grupos terroristas estão vinculados e colaboram com agendas ocidentais e sionistas.
Este fato foi ignorado por países e empresas jornalísticas ocidentais.
Meios como as televisoras BBC e Al-Jazzera, assim como agências de imprensa ocidentais asseguram e atribuem a autoria deste massacre ao governo sírio.