Washington, 29 jul (Prensa Latina) O Pentágono confirmou hoje que poderia encarcerar ao soldado do Exército estadunidense Bradley Manning, como principal responsável na divulgação de documentos militares secretos relacionados com Afeganistão.
Um porta-voz do Departamento de Defesa explicou na emissora CNN que Manning, de 22 anos, provavelmente acedeu a nodos digitais da instituição e baxou milhares de arquivos que depois reenviou por correio.
O comunicado castrense precisa que uma investigação criminosa já está em curso, e até o momento o soldado acusado não tem quisto cooperar com as autoridades judiciais.
Os documentos difundidos pela página da Internet WikiLeaks estão divididos em 100 categorias e abarcam diferentes matérias desde a perseguição de Osama Bin Laden até as baixas civis na guerra do Afeganistão.
O editor chefe de WikiLeaks, Julian Assange, negou-se a esclarecer como o website que administra teve acesso a 91 mil arquivos secretos sobre a guerra dos Estados Unidos na região centro-asiática.
O verdadeiro é que a maioria dos materiais -uns 76 mil deles- foram colocados no portal da rede no passado domingo no que se considera a maior filtração militar desde a guerra do Pentágono no Vietnã.
O presidente Barack Obama e vários de seus porta-vozes ressaltaram o que para muitos analistas de imprensa é uma óbvia e velha desculpa: nada do revelado é importante, desconhecido, ou afeta a segurança nacional.
No entanto, também é incontestável que este fato representa um golpe duro para o prestígio e a segurança dos militares e serviços de inteligência dos Estados Unidos.
A guerra de Washington no Afeganistão atingiu um ponto crítico em 2010 pese ao emprego de quase 140 mil soldados estrangeiros, com os talibãs em seu nível mais fortalecido desde o princípio da invasão em 2001.
Só uns quantos milhares de soldados regressarão do Afeganistão quando se cumpra o prazo de retirada fixado pela Casa Branca, confirmou o vice-presidente Joseph Biden.
Em julho de 2011 veremos a muito pessoal militar estadunidense movendo-se desde Kabul, mas será o começo de um programa de transição, esclareceu o segundo executivo no Escritório Oval.
Entrevistado pela agência de notícias ABC News, Biden indicou que de início o Pentágono somente prevê retirar "a uns poucos milhares de elementos" do terreno de operações no território
centro-asiático.
Obama e o Comando Central das Forças Armadas têm sido muito claros nesses pontos, em rigor trata-se do primeiro passo em uma conversão que durará um tempo longo, assinalou o vice-presidente.
| Postado em 29/07/2010 ás 17:48 |
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