Deputado Angelo Almeida sugere estudos e plantio de pitaya no semiárido baiano

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Na manhã desta quinta (25), o deputado Angelo Almeida participou da reunião virtual de encerramento do Projeto de Revitalização da Microbacia do Rio Utinga e APA Marimbus/Iraquara, na Chapada Diamantina. Com um investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, foi realizado o plantio de 60.340 mudas de espécies de uso frutífero, medicinal, melífero e ecológico, numa Área de Preservação Permanente (APP) de 110 hectares, que poderá ser utilizada como campo experimental para futuras pesquisas em recuperação de áreas degradadas.

O projeto abarcou ainda quatro nascentes protegidas e reflorestadas, implantou dois viveiros de produção de mudas florestais com capacidade de 50 mil mudas por ano, mais de 100 pessoas capacitadas, e cercamento de 11 km para proteção da área recuperada.

A restauração, realizada pelo INEMA, com apoio da SEMA, beneficia 19 comunidades nos municípios de Bonito, Wagner, Utinga, Lajedinho, Rui Barbosa, Lençóis, Iraquara, Andaraí e Nova Redenção, formadas por pequenas propriedades da agricultura familiar, assentamentos de reforma agrária, comunidades indígenas e quilombolas.

Na oportunidade, Angelo sugeriu que o Governo do Estado inicie estudos para difundir a cultura da pitaya na Bahia, fruta originária do México e países da América Central, que tem ganhado popularidade no Brasil. “Tenho buscado informações sobre o assunto e pretendo contratar um técnico para entender ainda mais e levar para os agricultores familiares. Acredito que é uma grande oportunidade para pequenos e médios produtores apostarem em novas experiências, unindo inovação, produção e sustentabilidade. As pitayas são muito parecidas com o mandacaru e com a palma, por isso acredito que se adaptará muito bem em nosso semiárido. É uma fruta nobre ainda no mercado brasileiro e seu plantio é muito promissor”, disse.

Ainda de acordo com o parlamentar, a região da Chapada Diamantina enfrenta uma crise hídrica com a situação crítica do Rio Utinga e portanto é preciso buscar alternativas de plantios com pouco uso da água. “Esse é um problema sério, então é preciso inovar, se antecipar ao problema. É uma questão também de segurança hídrica”, afirmou Angelo.