‘Interessados em chegar a um acordo’: UE afirma progresso no pacto nuclear entre Washington e Teerã

ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA

Sputnik – O diplomata-chefe da UE disse que há sinais positivos saindo das negociações em Viena, que veriam os EUA e o Irã se reintegrarem ao pacto nuclear que o ex-presidente dos EUA Trump abandonou em 2018, introduzindo sanções a Teerã.

O principal diplomata da União Europeia, Josep Borrell, afirmou nesta segunda-feira (19) que viu disposição dos EUA e do Irã para salvar o acordo nuclear de 2015, citando o progresso nas negociações em Viena, Áustria.

“Acho que há boa vontade real entre as duas partes [Irã e EUA] para chegar a um acordo, e isso é uma boa notícia […]. Eu acho que ambas as partes estão realmente interessadas em chegar a um acordo, e elas estão mudando de questões gerais para questões mais focadas, que são claramente, de um lado o levantamento das sanções, e do outro, questões de implementação nuclear”, disse Borrell, citado pela agência Reuters.

Os comentários ocorrem durante a segunda rodada de negociações de delegados iranianos com as potências mundiais em Viena, que começaram na quinta-feira (15). As negociações visam restaurar o pacto nuclear de 2015, o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês). Após a saída unilateral dos EUA do acordo nuclear em 2018, ainda sobre a administração do presidente Donald Trump, o Irã anunciou a redução gradual de seus compromissos no âmbito do JCPOA.

Alto representante da União Europeia para Negócios Estrangeiros e Assuntos de Segurança, Josep Borrell, durante reunião em Bruxelas, Bélgica, 22 de fevereiro de 2021
© REUTERS / JOHANNA GERON
Alto representante da União Europeia para Negócios Estrangeiros e Assuntos de Segurança, Josep Borrell, durante reunião em Bruxelas, Bélgica, 22 de fevereiro de 2021

Na semana passada, Teerã afirmou ter conseguido enriquecer urânio a 60%, extrapolando em 15 vezes limite do acordo nuclear, que era de 3,67%. Ainda assim, 60% é menos do que o nível considerado adequado para armas, 90%.

A medida veio em resposta a um suposto ataque à instalação nuclear de Natanz, com Teerã alegando que Israel estava por trás do incidente.

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