“Não tem vacina porque o governo Bolsonaro preferiu propina” afirma Éden Valadares, presidente do PT Bahia

© AFP 2020 / Miguel Schincariol

O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia (PT-Ba), Éden Valadares, atribui o atraso da vacinação no Brasil, que imunizou apenas 12% da população com a segunda dose, às denúncias de corrupção no Governo Federal envolvendo a compra de imunizantes, como a Covaxin e agora a AstraZeneca. “Não tem vacina porque governo Bolsonaro preferiu propina” afirmou o presidente do Partido.

Éden criticou a busca desenfreada do Governo Federal pelo lucro em detrimento da vida dos brasileiros após mais uma grave denúncia de corrupção feita nesta terça-feira, 29, pelo representante da empresa Davati Medical Supply, que revelou cobrança de propina na aquisição da AstraZeneca. “A sociedade assiste estarrecida a mais uma grave denúncia de corrupção no governo federal. Em meio a uma pandemia, Bolsonaro abriu mão da vacina para lucrar, para ganhar dinheiro com a vida dos brasileiros. É repugnante, desumano”.

Além das vidas perdidas para uma doença para a qual já existe vacina e a exposição de mais pessoas ao contágio pelo atraso da imunização contra a Covid no país, o presidente destacou outras consequências da demora na imunização. “Sabe por que seu comércio fechou? Por que você perdeu o emprego? Sabe por que seu filho não está na escola? Não tinha vacina. Por que seus familiares morreram? Não tinha vacina”, destacou Valadares.

A mais nova denúncia de corrupção foi feita ontem ao jornal Folha de São Paulo pelo representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que revelou que o diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou propina de US$1,00 por dose da vacina AstraZeneca. Dias foi indicado para o cargo no MS pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, mesmo deputado envolvido no esquema de compra superfaturada da Covaxin.

Ascom PT Bahia

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui