Piores índices de desmatamento na Amazônia registrados pelo Deter são do governo Bolsonaro

© Foto / Hebert Rondon/Ibam

O Instituto Nacional de Estudos Espaciais (INPE) divulgou hoje (8) os alertas de desmatamento registrados pelo sistema Deter na Amazônia em dezembro, que atingiram 216 km² de floresta.

A área é 14% maior do que a verificada no mesmo mês em 2019, ano em que foram registrados os piores índices, ao todo, com 9.178 km² de área devastada ao longo dos 12 meses. O balanço de 2020 fechou em 8.426 km², a segunda pior marca anual do sistema de monitoramento Deter, iniciado em 2015.

“Assim, os dois anos do governo [Jair] Bolsonaro consolidam o pior cenário de alertas detectado pelo sistema na região amazônica. A média dos três anos anteriores a sua posse (2016 a 2018) foi de 4.845 km². Já nos 24 meses de gestão Bolsonaro, a média anual foi de 8.802 km², um aumento de mais de 81%”, disse o Observatório do Clima, por meio de nota, nesta sexta-feira (8).

A rede destaca que o mês de dezembro foi o sétimo da Operação Verde Brasil 2, que consiste na atuação do Exército Brasileiro no combate a queimadas e crimes ambientais na Amazônia. Mesmo com esse reforço, o desmatamento segue apresentando “números alarmantes” e os focos de calor na região fecharam 2020 com alta de 15%.

​”Bolsonaro tem dois anos de mandato e os dois piores anos de Deter ocorreram na gestão dele. As queimadas, tanto na Amazônia quanto no Pantanal, também cresceram por dois anos consecutivos. Não é coincidência, mas sim o resultado das políticas de destruição ambiental implementadas pelo atual governo”, afirma o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, no comunicado enviado à Sputnik Brasil.

Fonte: Sputnik Brasil