Planos de assistência militar dos EUA à Ucrânia podem ser perigosos, afirma porta-voz do Kremlin

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Os planos de assistência militar dos EUA a Kiev podem potencialmente conduzir a ações imprevisíveis por parte da Ucrânia na tentativa de resolver pela força o conflito no sudeste do país, disse nesta quinta-feira (2) o porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov.

“Temos também prestado atenção aos planos de assistência militar dos EUA à Ucrânia. Acreditamos que isso poderia potencialmente levar a ações imprevisíveis por parte da Ucrânia em termos de tentativas de resolver o conflito interno ucraniano no sudeste pela força. Isto pode ser muito perigoso”, disse Peskov aos jornalistas no Fórum Econômico Oriental.

Além disso, porta-voz constatou as aspirações euro-atlânticas de Kiev e a potencial disponibilidade por parte de Washington de saudar essa vontade da Ucrânia. “A posição da Rússia sobre a questão da integração da Ucrânia na OTAN tem sido repetidamente expressa pelo presidente russo Vladimir Putin – isso não nos agrada de maneira nenhuma”, disse Peskov.

Amizade americano-ucraniana contra a Rússia

As autoridades russas repararam que a temática contra a Rússia estava no topo da pauta nas conversações americano-ucranianas. O Kremlin considera que se trata de uma amizade contra a Rússia, enfatizou Peskov.

“Em geral, pode-se dizer que, é claro que temos notado que a temática da Rússia estava no topo da pauta das conversações americano-ucranianas. Infelizmente, com sinal negativo”, disse.

“Em uma linguagem simples, trata-se da amizade ucraniano-americana contra a Rússia. O seja, eles são amigos não por si mesmos, mas contra a Rússia. Isso também não deixa de ser lamentável”, acrescentou Peskov.

Moscou disse não ter ouvido os EUA fazerem sugestões à Ucrânia no sentido do cumprimento dos Acordos de Minsk.

“Não ouvimos nem vimos quaisquer indicações de Washington referidas ao senhor Zelensky em termos de cumprimento dos Acordos de Minsk. Não ouvimos uma única palavra em relação a isso”, concluiu Peskov.

Nesta quarta-feira (1º) o presidente dos EUA Joe Biden realizou uma reunião com o seu homólogo ucraniano Vladimir Zelensky em que os dois países chegaram a um acordo para proteger as comunicações por meio de um mecanismo de redução do risco nuclear.

O presidente dos EUA, Joe Biden, ordenou na passada sexta-feira (27) que o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, destinasse até US$ 60 milhões (aproximadamente R$ 312 milhões) em fundos do Pentágono para ajudar a Ucrânia, incluindo bens e serviços de defesa.

Fonte: Sputnik Brasil