Primeiro navio-tanque iraniano com combustível entra em águas venezuelanas

Reprodução HISPANTV

O primeiro navio-tanque iraniano carregado com combustível para a Venezuela já entrou em águas venezuelanas em claro desafio às sanções americanas.

De acordo com dados de rastreamento de navios do Refinitiv Eikon, o petroleiro Forest, de bandeira iraniana, transportando cerca de 270.000 barris de combustível, entrou na Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Venezuela por volta das 8h05, horário local (1205 GMT) nesta segunda-feira, sem problemas.

O referido navio, que saiu do porto de Bandar Abás, no sul do Irã, no dia 9 de agosto, é um dos três petroleiros iranianos que navegam com gasolina para a Venezuela.

Dois outros petroleiros iranianos, o Faxon e o Fortune, seguem a mesma rota e estão localizados nas margens do Oceano Atlântico. A previsão é que cheguem às águas venezuelanas no início de outubro.

Os navios iranianos devem entregar em conjunto cerca de 820 mil barris de gasolina e outros combustíveis para a Venezuela e descarregar nos terminais de El Palito e no Complexo de Refino de Paraguaná.

Cinco embarcações iranianas já haviam feito entrega prévia de combustível para a Venezuela entre maio e junho. Esses carregamentos de combustível do Irã despertaram a ira de Washington, que impôs duras sanções a Teerã e Caracas com o objetivo de paralisar seu comércio de petróleo.

Em 24 de junho, o secretário de Estado americano Mike Pompeo anunciou sanções contra cinco capitães de navios iranianos que entregavam petróleo à Venezuela e advertiu os marinheiros a não fazer negócios com o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O país persa criticou as sanções dos EUA, dizendo que tais medidas não impediriam Teerã e Caracas de desafiar as sanções de Washington contra os dois países.

Por sua vez, o Governo de Caracas tem reiteradamente destacado que os negócios entre o Irã e a Venezuela são conduzidos no âmbito do direito internacional e que os Estados Unidos são obrigados a cumprir as normas internacionais e a deixar de impor seus critérios a outras nações.

 

Fonte: HISPANTV