Putin: com recuperação da economia, os países da OPEP+ estabilizam situação no mercado petrolífero

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Os países da OPEP+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e parceiros) têm sido capazes de estabelecer uma cooperação eficiente e assegurar a estabilidade do setor petrolífero diante da pandemia, disse presidente russo Vladimir Putin na reunião plenária da Semana da Energia da Rússia.

“Os acordos estabelecidos anteriormente no formato da OPEP+ desempenharam então um papel fundamental na estabilização do mercado petrolífero. Os países integrantes da OPEP e as nações que não fazem parte da organização conseguiram formar uma colaboração eficaz ante a pandemia e assegurar a estabilidade da indústria petrolífera”, observou Putin se referindo à situação de 2020.

O líder russo afirmou ainda que os países da OPEP+ estabilizam o mercado petrolífero na atual etapa de recuperação da economia mundial.

Putin notou que na primavera (no Hemisfério Norte) do ano passado no segmento petrolífero se registrou uma situação absolutamente única, em que pela primeira vez na história o preço do petróleo atingiu valores negativos. Naquele período, o papel fundamental na estabilização do mercado petrolífero foi desempenhado pelos acordos no formato da OPEP+.

“Atualmente em uma fase de recuperação da economia global e da demanda de petróleo, os nossos países também estão estabilizando o mercado e os níveis de preços, aumentando rápida e oportunamente a produção e a oferta de petróleo”, notou Putin.

Instalação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Yamal, na Rússia
© SPUTNIK / MIKHAIL VOSKRESENSKY Instalação de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Yamal, na Rússia

Ele ressaltou ainda que a Rússia é membro responsável da OPEP+ e espera que o acordo petrolífero da organização permaneça em vigor até o final de 2022.

O chefe de Estado russo chamou de “absurdo completo”, “delírio e palavreado político sem fundamento” as alegações de que a Rússia estaria utilizando o gás como arma.

A Semana da Energia da Rússia é realizada de 13 a 15 de outro em Moscou.

No início deste mês, a empresa operadora do Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2) informou que a primeira linha do gasoduto começou a receber gás.

O Nord Stream 2 prevê a construção de duas linhas de gasoduto com uma capacidade total de 55 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, desde a costa russa, através do mar Báltico, até a Alemanha. O projeto está sendo implementado pela Nord Stream 2 AG junto com o único acionista, a Gazprom.

Fonte: Sputnik Brasil