Servidores denunciam à comissão de ética Paulo Guedes, que tem mais de R$ 50 milhões nas Ilhas Virgens Britânicas

(Foto: Reuters)

O escândalo Pandora Papers, que revelou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, mantém mais de R$ 50 milhões nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal usado para lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, provocou reação dos servidores públicos. Nesta quarta-feira, o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) denunciou Guedes à Comissão de Ética da Presidência da República.

“A entidade pede que seja instaurado processo para apuração de eventuais violações ao Código de Conduta da Alta Administração Pública, à Lei de Conflito de Interesses, à Lei de Improbidade Administrativa, e aos princípios da moralidade e da impessoalidade previstos na Constituição. Para a Fonacate, há notório conflito de interesses de Guedes ao manter recursos em empresa no exterior enquanto está no cargo, pelo acesso a informações privilegiadas e pelos poderes de decisão, formulação e influência sobre políticas capazes de afetar investimentos financeiros”, aponta reportagem do jornalista Fábio Pupo, na Folha de S. Paulo.

“A regular abertura de offshores, por si só, não é ilegal, embora de moralidade questionável”, afirma a entidade na denúncia. “A questão é que, como Ministro da Economia, e, portanto, pessoa com acesso a informações privilegiadas e, mais grave, com poder decisório sobre políticas governamentais capazes de afetar investimentos financeiros, este ato, lícito aos cidadãos comuns em geral, configura flagrante conflito de interesses”, continua a entidade.

“A regular abertura de offshores, por si só, não é ilegal, embora de moralidade questionável”, afirma a entidade na denúncia. “A questão é que, como Ministro da Economia, e, portanto, pessoa com acesso a informações privilegiadas e, mais grave, com poder decisório sobre políticas governamentais capazes de afetar investimentos financeiros, este ato, lícito aos cidadãos comuns em geral, configura flagrante conflito de interesses”, continua a entidade.

Fonte: Brasil 247