SindilimpBA inicia série de paralisações e pede avanço na campanha salarial dos trabalhadores de limpeza urbana

Foto: Divulgação/ A coordenadora geral do SindilimpBA Ana Angelica Rabello durante o ato em Lauro de Freitas

Começou nesta terça-feira (26) a série de paralisações programadas pelo SindilimpBA para cobrar avanço nas tratativas sobre a campanha salarial dos trabalhadores de limpeza urbana. A categoria explica que a negociação está travada e que o pedido dos trabalhadores é de reajuste de 8%, seguindo o índice de inflação do país. No entanto, na terceira rodada de debates, realizada na última segunda-feira (25), no Ministério Público do Trabalho (MPT), o patronato não apresentou proposta alguma. A primeira paralisação da série que deve atingir toda a Bahia aconteceu em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e mobilizou profissionais da região.

“Trabalhadores de Limpeza Urbana param suas atividades em Lauro de Freitas devido à campanha salarial que não avançou. E o SindilimpBA começa com as paralisações para reforçar essa campanha por todo o estado. Vamos seguir o que os profissionais decidiram. Não queremos nada a mais, apenas o que foi acordado. O reajuste deve seguir o índice de inflação do país. Ano passado tivemos um ganho substancial envolvendo os tickets de alimentação, mas os trabalhadores e o sindicato esperam o aumento salarial. Como já foi passado anteriormente para a categoria, o assunto é preciso ser tratado da melhor forma possível e com brevidade, pois os profissionais não pararam durante a pandemia”, reforça a coordenadora-geral do sindicato, Ana Angélica Rabello.

Ela reforça que os profissionais de limpeza urbana foram impactados com a crise sanitária sendo direcionados a fazer mais do que deveriam. Ana Angélica diz que é preciso mais responsabilidade no trato sobre o assunto e mais transparência. “É fundamental que essa negociação avance. Não podemos ficar a mercês dessa situação. Chega a ser constrangedor, ainda durante a pandemia, fazer paralisação para apoiar trabalhadores porque o patrão não quer seguir a lei. Nem mesmo com a intervenção do Ministério Público as empresas se sensibilizam para fazer uma proposta. Isso é uma situação muito difícil, precisamos que a sociedade também entre no debate para que possamos ter ajuda no avanço das negociações”, completa Ana.

Ascom do SindilimpBA