Situação no Cazaquistão em meio a protestos no país após o aumento do preço do gás

Reprodução DW
Protestos violentos continuam em várias cidades do Cazaquistão após o governo anunciar o aumento dos preços do gás liquefeito.
Várias cidades do país, incluindo a maior, Almaty, e a capital, Nursultan, enfrentam motins e detenções. O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokaev, aceitou a renúncia do governo, entretanto, os protestos continuam se espalhado e já afetaram mais de 300 empresas.
Nas manifestações, 500 pessoas foram espancadas, e mais de 100 carros foram incendiados. Além disso, 95 policiais sofreram ferimentos e 37 carros da polícia foram danificados.
Uma nova política de preços do Ministério da Energia do país, que entrou em vigor em 1º de janeiro, determina os preços do gás natural liquefeito de acordo com a bolsa de valores on-line. Com a crise, o presidente Kassym-Jomart Tokaev ordenou uma comissão para resolver o problema.
Ele também introduziu um estado de emergência nas regiões de Almaty e Mangystau na quarta-feira (5). A medida envolve um toque de recolher, proibição de venda de armas, álcool e munições, além do cancelamento de eventos de massa.
Fonte: Sputnik Brasil