Um vírus que se chama «indiferença»

Obra O Abraço, de Oswaldo Guayasamín. Foto: Archivo de Granma

Conselhos de saúde absurdos, supostos especialistas e curas de milagre, mentiras e, o pior, piadas, inundam o Messenger acerca do coronavírus; alguns, inclusive podem ficar com o benefício da dúvida, porque se preocupam pelas consequências deste mal

Autor: Teresa Melo | informacion@granmai.cu

Conselhos de saúde absurdos, supostos especialistas e curas de milagre, mentiras e, o pior, piadas, inundam o Messenger acerca do coronavírus; alguns, inclusive podem ficar com o benefício da dúvida, porque se preocupam pelas consequências deste mal.

A histeria promovida e alimentada por notícias diárias que não provêm de sites especializados (leia a Organização Mundial da Saúde e, no caso de Cuba, o Ministério da Saúde Pública), serviu em muitas regiões para justificar fanatismo e exclusões; racismo e xenofobia; em suma, o medo «ao outro». Quanta hipocrisia… Quanta crítica maligna de alguns que esperam e desejam todos os dias, por exemplo, entrar em Cuba por qualquer meio. É, como no caso daqueles que pedem bombas em nosso país, o mesmo absurdo de pensar que as doenças são seletivas e atacam apenas aqueles que acreditam serem seus inimigos.

Aqueles de nós que geralmente se informam do que está acontecendo no mundo, sabemos que existem múltiplos sofrimentos que matam, literalmente, em números mil vezes mais significativos que o Covid-19, sem mencionar tudo o que mata devagar, mas inexoravelmente: a fome extrema, por exemplo, de milhões de crianças no mundo, exploração infantil, abuso e guerras. E como é triste que muitos inundem as redes com essas preocupações: são eles que deveriam esvaziar as prateleiras nos países que poderiam ajudar contra isso.

Envergonham aqueles que mostram apenas em suas fotos as prateleiras vazias de um supermercado em Cuba, onde, literalmente, também sabemos que falta um grande número de produtos, mas onde, tenho certeza, uma maioria incalculável, e me incluo, seríamos capazes de compartilhar o último protetor bucal, o último gel e, acima de tudo, como fazemos todos os dias, tudo o que temos, alimentos ou remédios (já que costumam dizer que se preocupam muito), por mais escasso que seja. Aqui, nenhuma criança, NENHUMA CRIANÇA, sofre essas pandemias reais.

Hipócritas das marchas que em seus programas no YouTube exigem odiosamente mais restrições contra Cuba, mas nesses mesmos programas anunciam em seu benefício o que condenam e os fazem ganhar mais dinheiro: espero que alguém seja capaz de «dar-lhes um aperto de mão» quando lhe caiba ser um dos que hoje esperam ser curados pela medicina cubana, que foi revogada e expulsa de países em que hoje confessam incapacidade de lidar com a realidade da saúde, que exclui e discrimina.

Porque aqui, em nossa Cuba, nos abraçamos e nos beijamos; entregamo-nos e trabalhamos, e nos abraçamos novamente.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui