União Europeia bloqueia acordo de investimento com China até que Pequim suspenda sanções

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Pequim impôs sanções a cinco parlamentares europeus depois que a União Europeia (UE) deu luz verde às restrições a autoridades chinesas encarregadas de administrar supostos campos de internamento em Xinjiang.

O Parlamento da UE votou esmagadoramente nesta quinta-feira (20) para recusar qualquer consideração sobre o acordo de investimento UE-China, enquanto estiver em vigor as sanções chinesas contra parlamentares e acadêmicos europeus.

De acordo com a resolução, a UE, que ratificou o acordo, “exige que a China levante as sanções antes que o Parlamento [Europeu] possa negociar o Acordo Compreensivo de Investimento”.

O acordo de investimento entre a China e a UE, também conhecido como Acordo Compreensivo de Investimento (CAI, na sigla em inglês), ocorreu após sete anos de negociações. Em dezembro de 2020, a UE anunciou que as partes haviam concluído as negociações de princípio, comprometendo-se assim a criar um melhor equilíbrio na relação comercial UE-China e a permitir um maior nível de acesso ao mercado para investidores europeus e chineses.

Guardas de segurança nos portões do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais no condado de Huocheng, em Xinjiang, China (foto de arquivo)
© REUTERS / THOMAS PETER Guardas de segurança nos portões do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais no condado de Huocheng, em Xinjiang, China (foto de arquivo)

Questão Xinjiang

Em março, EUA, Canadá, Reino Unido e a UE introduziram restrições por supostas violações dos direitos humanos na região autônoma uigur de Xinjiang.

Os chanceleres da UE incluíram na lista negra quatro funcionários do Partido Comunista da China e uma organização chinesa. Por sua vez, Pequim impôs sanções contra dez europeus, incluindo membros do Parlamento Europeu, e quatro organizações.

As autoridades chinesas afirmam que os problemas relacionados a Xinjiang nada têm a ver com violação dos direitos humanos, questões étnicas ou religiosas, alegando que estariam relacionados a questões de violência, terrorismo e separatismo.

Fonte: Sputnik Brasil