Vietnã, quase um mês sem novos casos de Covid-19

Hanói, 12 mai (Prensa Latina) O Vietnã leva hoje 26 dias consecutivos sem novos contágios pelo SARS-Cov-2 e se mantém como um dos poucos países sem lamentar perdas humanas, apesar de ter mais de 250 casos.
Até agora, a nação indochina reporta 288 contagiados pela Covid-19, dos quais 249 já receberam alta, oito deles ontem segunda-feira.

Todos os doentes detectados desde 16 de abril chegaram de outros países onde a situação epidemiológica é complicada, por isso os contágios de comunidade ficaram reduzidos a zero desde então.

Nos últimos dias, o número de casos aumentou em 20 por essa razão, mas todos foram internados assim que chegaram e evoluem favoravelmente.

Dos 39 ainda considerados ativos, só um, um paciente britânico, se encontra em estado crítico.

As autoridades do Hospital de Doenças Tropicais de Cidade Ho Chi Minh estão considerando realizar um transplante de pulmões como recurso extremo.

Entre os outros, 10 deram negativo a um ou dois exames consecutivos de detecção do vírus, por isso a cifra de recuperados poderia aumentar nos próximas dias.

O Vietnã levantou no dia 23 de abril em quase todo o território nacional as restrições adotadas três semanas antes para conter a Covid-19.

Naquela ocasião, o primeiro-ministro Nguyen Xuan Phuc destacou que a população deve aceitar uma ‘convivência com a epidemia’ e se adaptar a uma ‘nova normalidade’ que inclui usar máscaras em lugares públicos, desinfetar frequentemente as mãos, manter o distanciamento físico e evitar aglomerações.

Com essas orientações, o país praticamente já retornou ao cotidiano: reiniciaram-se as atividades produtivas e docentes; os shoppings e centros de serviços reabriram, o transporte funciona como sempre e, em geral, a vida volta a suas linhas normais, sempre com a segurança como condição inviolável.

O Vietnã foi a primeira nação do mundo que anunciou como fundamentalmente controlada a pandemia de Covid-19.

Agora, sem se descuidar contra a doença, está dedicado a reativar a economia com a intenção de que o Produto Interno Bruto cresça cinco porcento este ano, uma cifra só nos sonhos para outros países, inclusive em tempos normais.

Em uma teleconferência com seis mil representantes de empresas e lideranças de governos territoriais, ministérios e entidades estatais, Xuan Phuc reconheceu que o contexto internacional implica sérios obstáculos e desafios para alcançar essa meta.

Mas consideoru que a economia nacional já deu provas de sua resistência e adaptabilidade às circunstâncias, ao crescer 3,82% no primeiro trimestre do ano, o índice mais alto no sudeste asiático.

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