Violentos confrontos armados deixam 20 mortos na fronteira da Colômbia com Venezuela

© AFP 2021 / DANIEL FERNANDO MARTINEZ CERVERA
O número total de mortes ainda não foi confirmado, mas foram registradas ações armadas, tanto no departamento colombiano de Arauca quanto nas áreas de fronteira dentro do território venezuelano.
Cerca de 20 pessoas morreram em confrontos neste domingo (2) entre dissidentes das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e membros do ELN (Exército de Libertação Nacional) no departamento colombiano de Arauca, na fronteira com a Venezuela.
Segundo informações do jornal El Espectador, atos violentos foram registrados em pelo menos quatro municípios da região. Dados preliminares indicam que quatro pessoas perderam a vida em um vilarejo às margens do rio Arauca, no município de Saravena, e outras duas em um povoado de Arauquita. Nos municípios de Fortul e Tame já foi estimado um total de 10 assassinatos.
Enquanto isso, a Rádio Caracol lembra que o número total de mortos nos confrontos ainda não foi confirmado, mas diz que possa estar entre 20 e 22 pessoas. A mídia também detalha que ações armadas foram relatadas tanto em território colombiano quanto em áreas de fronteira dentro da Venezuela.
O prefeito do município de Arauquita, Etelivar Torres, repudiou enfaticamente os ataques das últimas horas e destacou que eles têm gerado “estupor, medo e ansiedade” entre a população. Ele também sugeriu que o governo nacional, as organizações internacionais de direitos humanos e a Igreja busquem alternativas de “diálogo e resolução”.
Enquanto isso, o representante municipal de Tame, Juan Carlos Villate Camargo, se dirigiu em nota ao ELN, às FARC e aos grupos armados organizados (GAO) para “respeitarem a vida da população civil” e destacou a crise humanitária em que vivem as áreas rurais. “Exigimos urgentemente a criação de corredores humanitários seguros, para que a população civil possa deixar seus territórios, bem como a disponibilização de abrigos decentes para atender a mais de 2.000 pessoas que manifestaram vontade de deixar o território para proteger suas vidas e a de suas famílias”, enfatizou Villate Camargo.
“Solicita-se à força pública disposição para proteger a vida da população civil que hoje é afetada pelo confronto entre as duas organizações armadas”, disse a Representação Municipal de Fortul em uma carta.
A Missão de Apoio ao Processo de Paz na Colômbia da Organização dos Estados Americanos (MAPP/OEA) também expressou seu repúdio à tragédia e reiterou a necessidade de os grupos armados ilegais respeitarem o Direito Internacional Humanitário e os convida a “deixar a população civil de fora do conflito”.
Fonte: Sputnik Brasil