Zanin desmonta farsa da ‘ação dos caças’ contra Lula

Cristiano Zanin Martins, ex-presidente Lula e Sérgio Moro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Reuters)

 O advogado do ex-presidente Lula (PT), Cristiano Zanin, desmontou, nesta quarta-feira, 13, em entrevista à TV GGN, a farsa da ‘ação dos caças’ apresentada pela Lava Jato contra o petista. O programa tratou sobre a perseguição política contra o ex-presidente petista.

Participaram da conversa os jornalistas Luís Nassif e Marcelo Auler. Zanin lembrou que, apesar da defesa ter obtido “uma série de decisões favoráveis nos últimos tempos”, atualmente ainda existe uma ação penal contra Lula, que tramita em Brasília, uma vez que a Justiça Federal do Paraná (Lava Jato, de Sergio Moro) foi declarada incompetente para julgar o ex-presidente.

‘Ação de um juiz parcial’

A ação é relativa à compra dos 36 caças Gripen, da empresa sueca SAAB, em que Lula supostamente seria culpado por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O advogado ressaltou, no entanto, que neste momento a ação “está suspensa a partir de um pedido que nós fizemos mostrando que, também, essa ação tem por base o material da Lava Jato de Curitiba”.

“É um material absolutamente espúrio. É um material fruto da atuação de um juiz parcial e é um material que foi declarado nulo pelo Supremo Tribunal Federal”, ressaltou Zanin. Neste ano, Moro, que virou ministro de Jair Bolsonaro após prender Lula sem provas e retirá-lo da eleição de 2018, foi declarado suspeito pelo STF no julgamento de processos contra o ex-presidente.

‘Decisão das Forças Armadas’

Segundo Zanin, “partiu-se da fantasiosa narrativa de que o presidente Lula teria, de alguma forma, interferido na compra dessas aeronaves. O que é um absurdo, porque havia inclusive pareceres das Forças Armadas optando por esse caça”.

“Diversos ex-ministros da Defesa, militares, todos já depuseram mostrando que essa era uma opção das Forças Armadas. Pareceres diversos que foram dados. Então, é mais uma ação que foi criada naquele ambiente da Lava-Jato de Curitiba”, destacou o advogado.

Fonte: Brasil 247