Kassab diz que eleição ‘rejeitou radicalismo’ e não garante apoio a Bolsonaro em 2022

Gilberto Kassab (Foto: Cesar Itiberê/PR)

Em entrevista ao jornalista Igor Gielow na Folha de S.Paulo, nesta quarta-feira (18), o ex-prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, defende que seu partido tenha candidatura própria em 2022, o que significa não apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro.

Sobre o segundo turno em São Paulo, o ex-prefeito diz que o PSD está em fase de consultas. “O partido não vai fechar questão, mas é uma tendência natural, do ponto de vista ideológico temos uma proximidade maior com a candidatura do Covas do que com a do Boulos. Sem tirar os méritos da candidatura do PSOL. Acho que a cidade é privilegiada neste momento”.

Kassab opina que o “eleitor é majoritariamente moderado, conciliador. Politicamente, de centro”. Procuramos lideranças com boa imagem, como [os senadores mineiros] Antonio Anastasia e Carlos Vianna, o prefeito Alexandre Kalil [reeleito em Belo Horizonte], o senador Otto Alencar (BA), o governador Ratinho Jr. (PR).

“O Boulos está assumindo uma liderança na esquerda, associando-se a outros nomes como Rui Costa [governador petista da Bahia] e o Flávio Dino [governador do Maranhão, do PC do B], e o próprio Ciro Gomes (PDT). Está havendo uma renovação de lideranças, sem tirar o prestígio de outros, como o Lula”.

Para Kassab, “o Brasil nunca saiu dessa posição de centro. Em 2018, acabou afunilando para duas posições extremas, uma progressista e outra conservadora, mas naquele momento a esquerda estava com a imagem muito ruim, fazendo crescer a alternativa oposta. Isso não quer dizer que vai acontecer de novo em 2022”.

Sobre as próximas eleições presidenciais, apesar de seu partido participar do governo Bolsonaro, Kassab não garante que vá apoiar a reeleição do presidente. Inicialmente, sua aposta é a candidatura própria, algo que em sua opinião tende a acontecer com os demais partidos de centro-direita.

Kassab comenta sobre as demais pré-candidatura à Presidência da República, diz: “Que eu saiba, Doria está colocado pelo PSDB, Huck por não se sabe quem, o Moro também não sei por quem, o Bolsonaro, o Ciro, um candidato do PT, talvez com o PSOL ou não e o PSD tem três alternativas: ou o Ratinho Jr., ou o Otto Alencar ou o Anastasia. Vamos conversar depois do Carnaval”.

 

Fonte: Brasil 247

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