LULA E A ONU

Postado em 20/08/2018 16:07 - Atualizado em: 20/08/2018 16:07
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Pedro Augusto Pinho*

A manifestação do Comitê de Direitos Humanos, da Organização das Nações Unidas (ONU), contrária ao impedimento de Lula concorrer à Presidência da República, neste ano, não teve repercussão fora das redes e da imprensa virtuais. Comprovou a submissão da imprensa televisiva, radiofônica e impressa aos interesses do sistema financeiro internacional (banca).

Este órgão é monitor do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos (PIDCP). Trata-se de um Comitê, ou seja, de um conjunto de pessoas de elevada capacidade técnica e representativas das entidades reconhecidas pela ONU, cuja preocupação está centrada nos direitos humanos, para fazer com que os estados signatários não violem, ou melhor cumpram o Pacto. Quase todos países do mundo assinaram e ratificaram o Pacto que é dos três instrumentos que constituem a Carta Internacional de Direitos Humanos.

Deste modo, o Brasil passa um atestado de País onde não impera a ordem jurídica, não há garantia da proteção do indivíduo e dos direitos considerados inerentes aos seres humanos.

E, como se precisasse reforço, o candidato à Presidência, por um dos partidos que praticou o golpe e vem apoiando o presidente golpista, Jair Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), declarou que, se eleito, retiraria o Brasil da ONU.

Aguardamos agora o apoio a Bolsonaro dos seus companheiros, representantes dos demais partidos golpistas: PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira, PP – Partido Progressista (do deputado Paulo Maluf e da senadora Ana Amélia), do DEM – Democratas (partido do Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do deputado José Carlos Aleluia, que pretendem entregar mais de 15 bilhões de barris de petróleo a empresas estrangeiras, cerca de 1 trilhão de dólares), PTB – Partido Trabalhista Brasileiro, PPS – Partido Popular Socialista e destes partidos que o grande humorista Gregório Duvivier chama das igrejas do cofrinho: PRB – Partido Republicano Brasileiro, PSD – Partido Social Democrático e PSC – Partido Social Cristão.

Afinal, o golpe pretende ser mais um “dia que durou 21 anos”. Ele não foi dado pelas “pedaladas fiscais” nem contra a corrupção (é de dobrar de rir, Maluf, Serra, Jucá, Temer, Aécio lutando pela ética na política).

Sendo fundamentalmente um golpe do interesse do sistema financeiro internacional, da banca, utilizando os recursos profissionais dos órgãos para  golpes e revoluções dos Estados Unidos da América (EUA) e do Reino Unido: NSA (National Security Agency), CIA (Central Intelligence Agency) e MI6 – Inteligência militar: Seção Seis (Military Intelligence, Section 6), cooptou a mídia hegemônica, privada e familiar, e a cúpula do judiciário no Brasil.

Assim, a questão dos julgamentos do Mensalão, da Lava Jato e as exibições dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em questões que envolvem diretamente a liberdade política, a liberdade de expressão e da livre manifestação da vontade têm um vício de origem: da raposa cuidando do galinheiro. Louve-se a inteligência dos Ministros que, diferentemente de outras questões, apresentam resultados 6 a 5, 7 a 4, ao invés dos 11 a zero, para mostrar aos poucos telespectadores, mas para que os jornais e revistas da banca exibam uma pretensa divergência ou entendimento da questão.

Assim, vão “cozinhando o galo”, segurando uma revolta popular que poderia destruir a conquista da banca. Transformar uma questão de poder político numa questão de interpretação jurídica pode dar à banca o tempo necessário para dominar, aparelhar todo estado brasileiro, inclusive as Forças Armadas. E destruir nossa veleidade de construirmos um Estado Nacional Brasileiro, Soberano, Cidadão e Seguro.

*Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

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