Medo de referendo: Johnson teme perda de influência do Reino Unido se Escócia se separar

EUROPA

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson alertou nesta segunda-feira (10) que o Reino Unido seria mais fraco se a união de seus quatro países fosse rompida.

Desentendimentos entre as nações constituintes do Reino Unido – Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e Inglaterra – sobre a gestão da pandemia do novo coronavírus prejudicaram as relações já bastante tensas pelo Brexit.

Isso é particularmente verdadeiro na Escócia, que votou contra deixar a União Europeia (UE) e onde as pesquisas de opinião mostram que o apoio à independência supera por pouco o apoio à união de 300 anos com a Inglaterra.

“A união do Reino Unido é, para mim, a maior associação política que o mundo já viu”, declarou Johnson à televisão, após ser questionado sobre o que a união significava para ele.

“Seria uma pena perder o poder, a magia dessa união”, prosseguiu.

A primeira-ministra de Escócia Nicola Sturgeon
A primeira-ministra de Escócia Nicola Sturgeon

Um total de 55% dos escoceses votou contra a independência em um referendo em 2014, enquanto o resto votou a favor e o Partido Nacional Escocês, que governa a nação semi-autônoma, quer outra votação. Embora os eleitores escoceses tenham apoiado a permanência na UE, o Reino Unido como um todo votou pela saída do bloco.

O Partido Conservador de Johnson, que governa todo o Reino Unido e decide as políticas em áreas que não foram transferidas para a Escócia, é um forte apoiador da união e resiste a outro referendo.

No entanto, Johnson e outros ministros de alto escalão visitaram a Escócia nas últimas semanas, falando longamente sobre a força e os benefícios do relacionamento.

Sputnik

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